Esta última fase irá receber um investimento de cerca de seis milhões de euros. O administrador da maior cadeia hoteleira portuguesa, José Roquette, revela ao Diário Económico que “a quarta e última fase está a ser lançada numa conjuntura económica muito melhor, pelo que será um pouco maior do que as anteriores em que se construiu cerca de 35 a 40 unidades”.

O ‘Chief Development Officer’ e administrador responsável pelo projeto Tróia Eco-Resort & Residences lembrou que o grupo avançou o projeto imobiliário em Tróia em 2009, em plena crise financeira, sendo que lançou a primeira fase em 2010. “Até aqui estão feitas três fases com grande sucesso em que já estão 120 unidades vendidas com preços médios interessantes”.

As obras para as unidades – Acqua Villas, Beach Villas, Pine Villas e Green Villas – arrancaram a 15 de setembro, ou seja dois meses mais cedo já que o grupo trabalhou durante o Verão para planear as obras. “O objectivo é que estas unidades estejam prontas no final de Maio para a entrega das casas aos compradores já para o Verão de 2016”.

No que se refere a preços de venda, José Roquette diz que o produto mais vendido nas fases anteriores é o corresponde a casas com três quartos, cujo preço médio ronda os 360 a 370 mil euros.

Depois de três fases anteriores que considera de sucesso, o gestor assume que o grupo volta a investir “porque há a noção que o projeto está consolidado”. Isto porque a “conjuntura económica é muito mais favorável e o reconhecimento que o grupo Pestana tem conquistado naquela região faz acreditar que vai ser, mais uma vez, um grande sucesso”.

Quanto a potenciais investidores, José Roquette sublinha que “até aqui tem sido sobretudo mercado nacional. Mas há uma procura crescente por parte do mercado francês e belga cada vez mais significativa que o grupo acredita vai continuar”, a que se acrescenta o mercado espanhol que também tem demonstrado algum interesse.

“O mercado internacional, nesta nova fase, vai ter um pouco mais de peso. Ainda assim o alvo tem sido mais mercado português e sobretudo residentes em Lisboa”, sublinha José Roquette que lembra que Tróia está a uma hora de Lisboa e pode ser um destino quer de férias quer de fim de semana.

O grupo já investiu, até agora, cerca de 10 milhões de euros em infraestruturas para o Tróia Eco-Resort e mais dois milhões em paisagismo. A componente de obra recebeu cerca de 17 milhões de euros.

O volume de vendas, até aqui, “está a aproximar-se dos 50 milhões de euros, pelo que já passamos o ‘break-even’ do projeto”, admite José Roquette que acredita que “esta última fase, do ponto de vista da rentabilidade, vai ser mais interessante”.

Na região, o grupo tem ainda em carteira avançar com um aparthotel “a peça que falta neste empreendimento”, realça a mesma fonte. José Roquette admite que ainda se está a trabalhar no conceito, mas é “um projeto de 150 unidades para 2017 ou 2018”.

Nesto imobiliário, que vale perto de 10% das vendas do Pestana, o gestor não esconde que está atento a oportunidades que possam surgir, já que os três projetos localizados a sul, como a Herdade da Comporta, “estão em ‘standby’”. “Se houver oportunidade de avançar com algum tipo de parcerias com os operadores proprietários [desses projetos] estaremos disponíveis”.