Cortes no Novo Banco chegam já em dezembro

Plano para o futuro do banco de transição vai estar completamente definido ainda este ano. Estratégia de capitalização chega a Bruxelas ainda hoje.

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Com o plano de reequilíbrio financeiro fechado, o Novo banco está a acertar os últimos pormenores da reestruturação exigida pelo Banco de Portugal. A garantia é dada pelo Diário Económico, que cita fontes próximas do processo para dar conta da preparação dos detalhes finais do plano de cortes.

A estratégia definitiva deverá estar pronta até 15 de dezembro, data em que o documento será entregue à Direção Geral da Concorrência da União Europeia. O calendário definido permite ao Novo Banco impor cortes na estrutura, salários e quadro de pessoal de acordo com as novas regras europeias, que entram em vigor no início o próximo ano.

O ajustamento na estrutura do Novo Banco tornou-se uma necessidade após o falhanço do primeiro processo de privatização, no qual o Baco de Portugal não conseguiu chegar a acordo com a Fosun, Anbang ou Apollo Global Management.

Para além da obrigação de reestruturar o grupo, a administração de Stock da Cunha tem também de cobrir as necessidades de capital identificadas pelos testes de esforço do Banco Central Europeu divulgados já este mês. O regulador da zona euro vai forçar o Novo Banco a compensar um ‘buraco’ de 1,4 mil milhões de euros, recorrendo a uma estratégia de recapitalização que será entregue hoje ao BCE e Banco de Portugal, depois de já ter sido aprovado pelo novo Ministro das Finanças, Mário Centeno.