Porto avaliará atribuição de casa a despejados em incêndio na Ribeira

O vereador da Habitação da Câmara do Porto, Manuel Pizarro (PS), revelou hoje que vai chamar as cinco famílias desalojadas de um prédio privado que ardeu na Ribeira para "instruir o processo" de pedido de habitação municipal.

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“Vamos chamar as cinco famílias. Vamos instruir o processo das cinco famílias”, notou o socialista, durante a reunião pública extraordinária de hoje, depois de ouvir uma moradora desalojada do imóvel explicar que recusou o realojamento proposto pela Segurança Social por estar “cheio de sem-abrigo e toxicodependentes”.

Manuel Pizarro notou que existem atualmente cerca de “700 pedidos de casas camarárias” e que apenas depois de avaliar os processos das famílias desalojadas no incêndio de outubro pode verificar se elas têm, ou não, direito a uma habitação social.

O vereador da Habitação admitiu ainda ter “33 ou 34 casas prontas em todo o centro histórico” para atribuir a moradores que foram sendo retirados daquele local para residir em bairros.

No entanto, vincou, está em curso a definição dos critérios que vão estar na base dessa atribuição.

Também o vereador da Proteção Civil, Manuel Sampaio Pimentel, esclareceu que o prédio em causa é “privado” pelo que “a responsabilidade” sobre os moradores “tem a ver com os proprietários, que têm de fazer obras no imóvel”.

“As pessoas afetadas não quiseram aceitar o realojamento da Segurança Social. A partir daí, têm de entrar com um pedido de habitação social”, explicou.

O prédio que ardeu em outubro na Ribeira do Porto, deixando dez desalojados, “não oferece condições de segurança” e os “inquilinos devem ser despejados”, concluiu um relatório da Proteção Civil do Porto divulgado pela Lusa a 18 de novembro.