Banif recupera 30% e arrasta Portugal para o verde

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava hoje em alta, com o Banif a liderar os ganhos, a subir 30% para 0,0013 euros.

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Cerca das 9:30 em Lisboa, o PSI20, que inclui 18 empresas, estava a avançar 0,66% para 5.184,12 pontos, com 10 ‘papéis’ a valorizarem-se, seis a cair e dois estáveis.

Os ‘papéis’ do Banif – que atingiram o mínimo de sempre de 0,0008 euros na segunda-feira – estavam a subir, depois do primeiro-ministro, António Costa, ter afirmado na terça-feira que está garantida a integridade do dinheiro dos depositantes no Banif, independentemente dos montantes envolvidos, e ter deixado uma mensagem de confiança no sistema financeiro português.

António Costa falava na Assembleia da República, à entrada para o jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PS, que começou com mais de uma hora de atraso, depois de o primeiro-ministro ter recebido em São Bento os diferentes líderes parlamentares para falarem sobre a situação financeira do banco.

“Neste momento, o processo do Banif continua em apreciação nas instituições europeias, o processo de venda continua em curso e em qualquer circunstância o Estado garantirá sempre a integridade dos depósitos independentemente do seu montante”, declarou o líder do executivo.

De acordo com António Costa, durante as reuniões sobre o Banif, em São Bento, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, bem como outros representantes do supervisor financeiro nacional, “tiveram a gentileza de transmitir aos diferentes grupos parlamentares a informação que têm transmitido ao Governo”.

Como os títulos do Banif, os da Pharol e da EDP Renováveis também estavam a subir, designadamente 5,69% para 0,26 euros e 1,34% para 6,678 euros.

Em sentido contrário, as ações da Mota-Engil lideravam as perdas, estando a perder 1,14% para 1,909 euros.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje de manhã em alta, à espera que a Reserva Federal norte-americana (Fed) anuncie a primeira subida das taxas de juro dos últimos nove anos.

Os investidores só saberão hoje ao fim do dia, já com os mercados fechados, a decisão da Fed, apesar de há meses ser como dada como certa uma subida do preço do dinheiro em dezembro depois de nove anos de contenção devido à recuperação da economia norte-americana. A decisão da Fed apesar de esperada é ‘muito temida’ pelos investidores.

Entretanto esta semana pode ser uma das mais complicadas do ano, segundo operadores contactados pela Efe, porque termina na sexta-feira com uma quadrupla ‘hora bruxa’, vencimento trimestral de quatro tipos de contratos, as opções e futuros sobre índices e as opções e futuros sobre ações, um fenómeno que costuma ser acompanhado por grande volatilidade.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou na terça-feira em alta, com o Dow Jones a subir 0,90% para 17.524,91 pontos, depois de ter avançado a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,0947 dólares, contra 1,0921 dólares na terça-feira.

O barril de petróleo Brent, para entrega em janeiro, abriu hoje em baixa, a cotar-se a 38,23 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,57% do que no encerramento da sessão anterior.