Saúde e Inovação, um paralelismo em debate

“O valor da saúde para o desenvolvimento económico e social” foi o mote da VI Conferência Anual do Health Cluster Portugal (HCP). O evento decorreu na Faculdade de Medicina de Lisboa, Campus de Santa Maria, no passado dia 25 de novembro e contou com a presença de oradores nacionais e internacionais vindos da área médica hospital e de empresas ligadas à saúde.

684

A sessão de abertura do certame foi marcada pela presença de Luís Portela, Presidente do HCP, do então Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, de Fernando Medina, Presidente da Câmara de Lisboa e de Carlos Neves Martins, Presidente do Centro Académico de Medicina de Lisboa.

Ao longo do dia, e no decorrer de diversas Mesas Redondas, foi possível refletir sobre diversos aspetos de máxima relevância no âmbito da saúde, cujos temas se dividiram entre “A saúde como resposta aos desafios societais”; “A inovação e a cooperação como fatores críticos de sucesso para o setor de saúde”; e a “Cooperação institucional na investigação clínica”, entre outros debates.

Neste sentido, foi possível ouvir nomes de reconhecido valor no contexto empresarial e de saúde, como António Portela, CEO da Bial, Manuel Villaverde Cabral, Investigador Emérito do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Dirk Vander Mijnsbrugge, Senior Regional Medical Affairs Director Europe da Pfizer Global Innovative Pharma.

À Revista Pontos de Vista, Joaquim Cunha, Diretor Executivo do HCP, referiu a importância da Conferência, visto que “uma vez mais, foi possível reunir um conjunto de destacadas personalidades e entidades para uma reflexão conjunta sobre temas de grande pertinência para o setor da saúde em Portugal”. Neste sentido, o balanço é “muito positivo”, já que “dos debates saiu reforçada a perceção do quanto a saúde contribui para o desenvolvimento económico e social do nosso país”. E continua, afirmando que se abriram “igualmente perspetivas para o reforço deste papel no futuro, por via de uma cada vez maior aposta na inovação, na especialização, na internacionalização e na cooperação entre todos os agentes da cadeia de valor”.

Em paralelo com a Conferência, foi ainda possível visitar o Mercado de Inovação Aberta em Saúde, realizado numa parceria conjunta entre o HCP, a Câmara Municipal de Lisboa, a Agência Nacional de Inovação e a Enterprise Europe Network. Este evento contou com a presença de mais de trinta entidades, entre instituições de I&D, hospitais, empresas e agências públicas.

O mercado permitiu assim mostrar o que de melhor se faz em território nacional na saúde no âmbito da Investigação, Desenvolvimento e Inovação. Por outro lado, este evento foi ainda importante no sentido de permitir a interação entre universitários, hospitais e indústria médica. Deste modo, é importante referir o “Espaço ANI – Rede EEN”, que permitiu a realização de 220 reuniões one-to-one, onde participaram 130 pessoas.

Dividido entre diferentes áreas, o mercado pôde dar a conhecer o tecido empresarial, novas tecnologias e serviços e programas de inovação.

Este lado mais empresarial do dia foi também “um sucesso”, segundo Joaquim Cunha, tendo privilegiado “o estabelecimento de novas parcerias científicas, clínicas, tecnológicas e empresariais”.
Mais de 400 pessoas, entre participantes e visitantes, passaram pela Conferência do HCP e pelo Mercado de Inovação Aberta em Saúde.