Atenção! A Opera Buffa vai actuar

Está a organizar o seu casamento mas falta-lhe aquele pormenor arrebatador? Seja em espaços luxuosos, em pequenos ou grandes restaurantes, congressos, festas de aniversário ou convívios entre amigos, há uma equipa disposta a tornar único e inesquecível qualquer momento. “Disposta a transformar o seu imaginário em realidade”, a Opera Buffa nasceu em 1999 com os Singing Waiters no Restaurante Bianca Fiore. Propondo soluções de animação para eventos, esta empresa é composta por profissionais escolhidos a dedo para que nada falhe, e deles, Paula Sepúlveda, Directora Geral e Produtora Executiva, exige duas características: qualidade artística e palavra.

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Paula Sepúlveda e Bárbara Maia

“O mundo não será feliz a não ser que todos os homens tenham alma de artista. Só assim conseguirão tirar prazer do seu trabalho”. Auguste Rodin, considerado o progenitor da escultura moderna, definiu o artista com a sabedoria que só um vanguardista conseguiria fazer. E é de prazer no trabalho que aqui se fala com Paula Sepúlveda, empresária, bailarina de coração, e uma entusiasta por natureza. É impossível não se deixar envolver nesta paixão pelo mundo das artes. Quem a ouve sente, de imediato uma convicção: não foi Paula Sepúlveda que escolheu a dança, foi a dança que a escolheu.

Desde pequena que sentiu que este seria o seu caminho. Apesar de ser de uma família tradicional, os laços às artes já estavam presentes na mãe (que fez teatro) e em duas tias, uma pintora e outra também bailarina, e foi um pouco atrás desta que a actual Directora Geral e Produtora Executiva foi fazendo o seu percurso. Estudou Dança Clássica, Contemporânea e Flamenco, foi professora durante 30 anos, e a ligação à empresa que “canta, dança, encanta e perdura muito para além dos seus espectáculos” aconteceu também no contexto da dança, quando Paula Sepúlveda se cruzou com António Simões de Almeida. No restaurante Bianca Fiore, um espaço que aliava a gastronomia à ópera com a actuação dos Singing Waiters- “garçons cantores”, uma moda muito presente noutros países, o irmão do empresário e também sócio da empresa, João Inácio Almeida, sugeriu para sócia a que outrora fora professora no Hotel da Lapa (também da propriedade do irmão), onde acabou por produzir alguns eventos. A professora passou a empresária, organizando eventos de tirar o fôlego.

West Side Story
West Side Story

É exactamente a isso que se propõe a Opera Buffa. Optando por profissionais já com muitas “cartas” dadas no mundo das artes e que se cruzaram no seu caminho, não desvalorizando a importância de contar com a colaboração de jovens talentos, esta equipa dinâmica e versátil, acima de tudo, surpreende, criando um espírito de alta cumplicidade e proximidade com os espectadores.

Perante o cliente há sempre uma preocupação, tal como explicou Paula Sepúlveda: “desde o início que tentamos perceber o cliente, a festa que ele quer dar, o que nem sempre é fácil uma vez que trabalhamos muito através de agências. Mas queremos sempre sentir o cliente, entendê-lo”. E é com essa pesquisa que se tenta descortinar que público se terá pela frente e é também aqui que entra a sensibilidade artística que deve fazer parte do ADN dos promotores da Opera Buffa. Por vezes a festa que o cliente imagina jamais terá os resultados por ele expectados e é aí que esta equipa terá de trabalhar, tendo ou não receptividade do outro lado. “Daí a importância dos colaboradores porque eles têm que saber muito e estar convictos do que dizem. Nunca vão conseguir persuadir ninguém se eles próprios não acreditarem”, evidenciou a ex-bailarina. Assim, na Opera Buffa, além de todos terem de vestir a camisola, é exigida, em primeiro lugar, qualidade artística. “Procuramos novos talentos e damos oportunidade aos mais novos mas, a grande maioria são artistas seniores, com experiência, plenamente reconhecidos no mundo do espectáculo”, descreveu Paula Sepúlveda. Além destes critérios, há outra característica que nunca, em momento algum, pode falhar: a palavra dada. “Tenho de confiar plenamente na pessoa. Se assim não for, não há trabalho possível”, evidenciou.opera buffa
Etapa seguinte: surpreender o público. Assumindo uma certa aversão a “coisas muito programadas”, Paula Sepúlveda está muito habituada à liberdade para criar. Já dizia Albert Camus, “sem liberdade não há arte”. “O improviso é a alma do artista e o free jazz, por exemplo, é exactamente isso. São pessoas com química entre elas que vão evoluindo juntas”, descreveu a artista. E é assim que se quereria que o mundo das artes fosse: livre e desprovido de programações. Daí que Paula Sepúlveda seja exímia quando diz que “a arte não deveria ser comercializada, é anti-natura e anti-artístico”. Mas como, à partida, ninguém consegue viver do ar, este tem de ser o caminho. “Eu seria mesmo feliz se não fosse preciso cobrar nada mas, o mundo em que vivemos não permite que os artistas sejam assim tão livres”, concluiu.

Ser mulher no mundo das artes e dos negócios

Paula Sepúlveda sabe assumir posições já desde que os pais lhe diziam que a dança deveria ser apenas um hobby. A paixão corria-lhe no sangue e era na dança que seria feliz. “Não havia nada de que eu gostasse mais e quanto mais me contrariassem mais vontade tinha”, relembrou. Esta perseverança continua até hoje. Daí que, quando lhe perguntamos se nalgum momento da sua carreira sentiu que, pelo facto de ser mulher, algum objectivo ficou por cumprir, a resposta tenha chegado com a mesma determinação que a caracteriza. “É muito difícil sentir-me intimidada. Fazer da dança uma profissão foi complicado mas era só isto que eu queria fazer e no mundo da dança ser mulher é mais fácil do que ser homem”, defendeu, não esquecendo que, a nível sexual, uma bailarina continua a viver momentos com os quais é mais complicado lidar, tendo muitas vezes que experienciar situações de assédio.

Como bailarina, Paula Sepúlveda também sentiu algumas dificuldades em implementar-se no mundo da ópera mas hoje há uma dinâmica que outrora não existia. “Foi sobretudo complicado que os cantores de ópera entendessem a minha noção de trabalho e de espectáculo e aceitassem as minhas directrizes, não por ser homem ou mulher mas por ser bailarina. Nós falamos com o corpo, também estudamos música (não com a mesma profundidade) e, em questões de ritmo, nem discutam. No entanto, já perceberam que os espectáculos e eles próprios ganham muito com esta conjugação”, defendeu.

Enquanto empresária esta distinção entre homem e mulher também se tem tornado evidente, sobretudo perante clientes que nem sempre reconhecem os conhecimentos e o valor da pessoa com quem estão a selar um negócio. “Apesar de o mundo da organização de eventos ser dominado, essencialmente, por mulheres, já ouvi coisas inacreditáveis”, retorquiu a responsável.

Mas nada disso a desanima. Pelo contrário. Orgulhosa do seu percurso, Paula Sepúlveda já passou por imensas circunstâncias a nível artístico que a completaram enquanto profissional. “Penso que o mundo não tem muito mais para me dar. Mas o que é que eu ainda poderei dar ao mundo?”, questionou. Dar uma dimensão maior à Opera Buffa poderia ser um objectivo para o futuro mas, Paula Sepúlveda não segue esse raciocínio. “Da forma como faço a gestão da empresa e de acordo com aquilo que exijo de todos, não era possível que a Opera Buffa fosse uma imensa máquina de fazer eventos porque isso iria completamente contra o nosso espírito”, explicou. Admitindo não ter a mesma energia que outrora a caracterizava, Paula Sepúlveda acredita que a aposta poderá passar pela procura daquilo a que chamou de “sangue novo”, uma aposta que já está a dar os seus frutos. Bárbara Dias surgiu na vida de Paula Sepúlveda por acaso. Se inicialmente pensava que seria mais uma colaboradora, rapidamente essa ideia se desvaneceu. Conhecendo-a há sensivelmente um mês, é nela que a actual Produtora Executiva da Opera Buffa está a depositar total confiança para que a jovem possa seguir as suas passadas e continue a fazer com que esta empresa se eternize por proporcionar momentos que ficam registados na memória.

Cantores Líricos / SingingWaiters
Com cantores, nesta vertente, considerados dos melhores no panorama nacional, a actuação poderá ser feita de forma consecutiva ou durante o evento, com pausas e circulando entre os convidados. Sendo sempre feita uma pequena representação do tema, o repertório pode variar entre árias, duetos, trios ou quartetos de ópera, napolitanas, músicas de filmes, musicais, fado, entre outros.

Fado e Canções Napolitanas
“A actuação consta de algumas canções napolitanas ou outras peças corais em fusão com o fado e de alguns fados canção, fado lírico e fado em fusão com o Bel Canto, tentando transformar os fados em canções algo mais eruditas e dar às napolitanas um toque português. Conta com a participação de uma fadista, cantores líricos, guitarra portuguesa, viola de fado, piano, violino e percussão”.

Musicais da Broadway
O resumo de um musical no final dum evento ou, com pausas entre o serviço de catering e com os cantores a circular entre os convidados devidamente caracterizados, destacando-se entre os musicais escolhidos: Cat’s, West Side Story, Fantasma da Ópera, Música no Coração, Cabaret ou My Fair Lady.

Música clássica
Todo o tipo de instrumentos de orquestra em variadas combinações, como violinos, violoncelos, harpa, flauta, com actuações a solo, duo, trio ou quarteto e com um repertório que pode variar entre música clássica, música tradicional de Leste, música portuguesa, ligeira, etc.

Danças de salão/latinas/afro
Tais como Valsa, Tango, Cha-cha-cha, Polca, Quickstep, Charleston, Foxtrot, Salsa, Bolero, Rumba, Paso-Doble ou Jive.

Fado/Guitarra Portuguesa
Pode ser acompanhado por violino, violoncelo e até por orquestra, mas não dispensa a sonoridade da guitarra portuguesa.

Todas as áreas de atuação:
Cantores Líricos/Singing Waiters; Fado e canções napolitanas; Musicais da Broadway; Coros de música sacra e gregoriana; Música Clássica; Flamenco/Sevilhanas; Danças de Salão/Latinas/Afro; Fado/Guitarra Portuguesa; Música Francesa; Bandas; Disc-Jockey’s; Jazz; Acordeão; Danças do Ventre; Música e Danças Barrocas; Dança Clássica; Dança Contemporânea; Dança Hip-Hop/Break; Gaita de Foles; Mimos; Mágicos; Tunas Académicas; Música e Dança Celta; Espirituais Negros (Gospel); Caricaturistas; Yoga do riso; Decoradores (é possível criar o ambiente que o cliente desejar); Equipamentos e Técnicos de Som, Luz e Audiovisuais (com áudio, luzes, leds, plasmas, projectores ou outros, esta equipa pretende fazer a diferença).

NOTA: Por escolha da entrevistada, este texto não foi escrito segundo as normas do “suposto (des)acordo ortográfico”.