Madeira, Portugal e o Mundo, uma ponte cada vez mais pequena

Certificada pela Sociedade de Desenvolvimento da Madeira com o estatuto de Management Company, a TPMC tem por objetivo apoiar os seus clientes na internacionalização, utilizando o Centro Internacional de Negócios da Madeira. Tânia Castro, Diretora-Geral da marca, explica que existem condições e mais-valias extremamente benéficas para empresas nacionais e internacionais que pretendam penetrar outros mercados, incluindo o português. A TPMC indica e aconselha as melhores soluções.

1685

A internacionalização é um conceito cada vez mais procurado pelas empresas que pretendem crescer e desenvolver os seus projetos. Neste sentido, é indispensável uma consciencialização do passo que a empresa pretende dar e conhecer adequadamente o mercado que se pretende atingir. Neste sentido, surge a TPMC, uma empresa direcionada para o investimento, cujo objetivo é apoiar os seus clientes em futuros negócios nacionais e internacionais. Isto porque esta entidade pretende apoiar investidores nacionais que pretendam integrar mercados estrangeiros, mas também cativar o investimento internacional para Portugal e, nomeadamente, para a ilha da Madeira. “Nós acompanhamos os clientes, quer sejam investidores estrangeiros que pretendam investir no país e na ilha, quer sejam investidores portugueses que pretendam utilizar a Madeira como uma plataforma operacional e de investimento para entrar noutros países”, explica Tânia Castro. E refere que, até 2012, 90% dos clientes da empresa que representa eram investidores internacionais.

Contudo, e por força da atual situação económica nacional e do baixo poder de compra do cliente português, o número de investidores nacionais a optar por penetrar outros mercados tornou-se cada vez mais visível e significativo. Deste modo, é importante a existência de empresas que lhes facultem as ferramentas necessárias para consolidar esta etapa.

Enquanto que, no passado, os empresários portugueses se dirigiam a países como Luxemburgo, Inglaterra ou Suíça para obter “um melhor aconselhamento em termos internacionais, neste momento, Portugal está a criar bases sustentadas para conseguir” oferecer este apoio. Tânia Castro assume a importância de “existirem empresas que cada vez mais se tentem ligar ao mercado nacional e estrangeiro e que tentem servir de ponte” entre países. Porque, num momento em que caminhamos para uma harmonização fiscal global, é fundamental haver um conhecimento profundo sobre as questões fiscais nacionais e internacionais. Por outro lado, existindo uma tendência cada vez mais evidente por parte dos empresários de procurarem o apoio de empresas especializadas que os encaminhem de forma mais ponderada e qualificada no grande passo que é a internacionalização, é crucial que as equipas estejam dotadas de toda a informação relevante sobre os países a explorar. “Para um empresário tomar uma decisão em relação ao futuro da sua empresa e dos seus investimentos, precisa de toda a informação disponível”, assume a diretora-geral da TPMC.

É, assim, neste contexto, que a empresa de soluções de gestão internacional tenta atuar. Através de um vasto conhecimento relativo aos procedimentos necessários à internacionalização e às diferentes realidades mundiais no contexto empresarial, a TPMC torna-se num parceiro de confiança. Tânia Castro refere que “temos um departamento administrativo para todo o trabalho diário e básico das empresas; um departamento legal, que acompanha todo o processo jurídico desde a constituição da empresa, a nível nacional e internacional; um departamento de contabilidade internacional e de fiscalidade, que acompanha as operações e que cumpre todos os formalismos e obrigações fiscais impostas pela nossa administração tributária”, entre outros setores de acompanhamento ao cliente. Por outro lado, a sua rede de contactos e parcerias possibilita um apoio integral dos seus clientes quando se trate de situações que “extravasem” a missão desta empresa madeirense.

Portugal Continental e Madeira em condições para apoiar internacionalização

Apesar de não ser do conhecimento geral todas as mais-valias que Portugal tem para oferecer aos investidores, a realidade é que existe “uma série de ferramentas que podem ser utilizadas”, de modo a beneficiar os negócios além-fronteiras. O território luso tem “condições quer fiscais, quer legislativas que ajudam à internacionalização” dos investidores portugueses e 70 tratados para evitar a dupla tributação entre países, uma informação relevante, mas conhecida por poucos. Com o Peru, por exemplo, Portugal é o único país da Europa a ter esta convenção formalizada. Estas condições “trazem poupança fiscal” e criam “algum facilitismo em termos de operações e penetração no mercado”, garante Tânia Castro. Associando estas mais-valias às condições do próprio Centro Internacional de Negócios da Madeira, encontra-se aqui “uma ferramenta muito importante” para as empresas. O papel da TPMC neste contexto tem sido de apoiar os clientes de forma a que estes utilizem “os benefícios fiscais que o Centro oferece, ligá-los às condições legislativas e do código do IRC português, às condições culturais e aos canais de comunicação de Portugal, de modo a dotar os clientes de uma estrutura eficiente em termos fiscais”.

Por outro lado, e no contexto do investimento internacional em território português, existem diferentes componentes que tornam o nosso mercado numa zona promissora e apetecível. Tânia Castro refere que “Portugal, por via de ligações cooperativas, bases legislativas, como acontece com os PALOP, e até da própria língua, tem condições adicionais às fiscais para ser uma escolha acertada em termos de plataforma para investimento internacional”. A diretora-geral garante que existem circunstâncias internas para apoiar os investidores internacionais a “criar raízes” no nosso território. “Temos um conjunto de ferramentas no código geral e no país que podem juntar-se às condições que o Centro Internacional de Negócios da Madeira tem para oferecer e, assim, criar veículos muito interessantes para os investidores internacionais”.

Aqui, a TPMC assume novamente um papel importante, no sentido de ajudar a “encontrar as melhores soluções fiscais, logísticas e até na procura de parceiros que permitam aos nossos clientes realizar os negócios da melhor forma possível”.

Qualidade comprovada

Tânia Castro afirma que a melhor forma de comprovar a qualidade da TPMC é através do feedback dado pelos seus clientes. E estes têm mostrado o seu agrado contínuo relativamente aos serviços da empresa… há 20 anos. Sim, porque, afirma a diretora-geral, as entidades que se ligaram à TPMC aquando da sua criação, têm sido leais desde então. “Não tenho lembrança de nenhum cliente que tenha saído da TPMC para obter os serviços de outra Management Company”, garante. Por outro lado, sabem que estão no caminho certo quando “99% dos nossos clientes vêm por intermédio de outros clientes, pessoas que nos conhecem, que sabem qual é a nossa postura no mercado e que confiam nos nossos serviços também para pessoas e empresas com que têm ligações”.

Numa outra perspetiva, a empresa tem tentando manter-se valorizada através da criação de parcerias com entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, que permitem expandir e dar a conhecer o setor e a própria empresa. Atualmente, são membros da Associação Comercial e Industrial do Funchal, da Associação dos Profissionais do Centro Internacional de Negócios da Madeira, da Portuguese Chamber no Reino Unido e da Câmara de Comércio e Industria Luso-Francesa, entre outras instituições. Tânia Castro defende que estas parcerias permitem melhorar o seu desempenho junto dos clientes, uma vez que “o nosso trabalho funciona muito em termos de contactos e de troca de informação”.

Um outro aspeto relevante para quem pretende conhecer a TPMC está relacionado com o facto de a empresa ser uma das únicas Management Company com a totalidade do capital detida por portugueses e, neste caso, madeirenses. “Obviamente que este aspeto funciona como um boost de confiança para os nossos clientes, ao invés de uma empresa cujos colaboradores não tem raízes com a ilha. Ajuda a demonstrar aos clientes que nós não pretendemos fechar as portas amanhã e partir para outro negócio”, assegura.

Previsão e TPMC

Apesar de ser uma entidade, em termos estruturais, totalmente independente, a TPMC utiliza recursos essencialmente na área da Contabilidade, da empresa Previsão. Esta ligação a um organismo com 35 anos de experiência no mercado regional é, na opinião de Tânia Castro, uma “mais-valia” para a empresa da qual é diretora-geral. “Utilizar a experiência, o conhecimento de mercado, serviços de uma empresa que já existe há muitos anos e que em determinados aspetos sabe mais do que nós”, permite “oferecer um produto cada vez mais completo e melhorado aos nossos clientes”, afirma.

CINM

O Centro Internacional de Negócios da Madeira foi criado com o intuito de se tornar numa ferramenta de desenvolvimento económico regional e consiste num conjunto de incentivos, nomeadamente no contexto fiscal, de modo a atrair investimento para o arquipélago.