PSP alerta para falsas histórias no Facebook

Há muitas histórias a circular na rede social que não passam de boatos para alarmar as pessoas.

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Várias são as histórias que vão surgindo nas redes sociais, mas muitas delas não passam de boatos. Já se deparou com as histórias de raptos de crianças por máfias ou sequestros de pessoas a quem roubam os órgãos? Há muitas mais que aparecem partilhadas pelos nossos amigos no Facebook, que também não sabem de que se trata de histórias falsas.

Por esse motivo, a PSP vai lançar uma campanha para que estes mitos sejam desfeitos, adianta o Jornal de Notícias (JN).

O subcomissário João Moura, da Direção Nacional da força de segurança indica ao JN que esta iniciativa, que vai surgir no próximo ano, visa desmistificar algumas histórias, “não só as que surgem pontualmente, como as que fazem parte há muitos anos do imaginário urbano”.

Muitas das mensagens que circulam na internet há vários anos até já foram desmentidas, mas continuam a circular na internet.

Há muitos cidadãos que querem saber se os relatos são verdadeiros. Por isso, mandam mensagens através da rede social do Facebook para a PSP ou dirigem-se mesmo às esquadras.

Mas a origem dos rumores dificilmente será encontrada. Certo é que a maioria dos crimes é atribuída a “grupos estrangeiros e a minorias étnicas, o que poderá indiciar, de acordo com fontes policiais, motivações racistas e xenófobas”.

Algumas das histórias, como tem sido possível apurar, são inspiradas em acontecimentos reais noutros países, sobretudo no Brasil mas “recicladas” para a realidade portuguesa, com muito exagero.

Fique com alguns exemplos de boatos: Crianças são levadas junto às escolas – um trio de romenos numa carrinha, rondava escolas para raptar crianças; Carjacking – Manchas de tinta serviam para roubar carros – um alegado novo esquema; Assaltos – Casas marcadas com adesivos; Mendicidade – Atacam nos semáforos com acordeão; ou a chamada Armadilha – Ovos atirados contra os para-brisas.