Em 2016 haverá mais algum dinheiro no bolso. Vejamos como

A medida com maior impacto orçamental diz respeito à reposição gradual de salários na Função Pública.

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António Costa assumiu desde cedo que a estratégia do PS passa por contrariar a austeridade dos últimos anos. Como fazê-lo? Desde o aumento do salário mínimo à reposição de valores congelados (ou cortados) em anos mais recentes, são algumas as medidas. Vamos ver passo a passo o que podemos esperar de 2016.

O aumento do salário mínimo tem sido uma das medidas mais badaladas mas até ao momento esbarrou no ‘nim’ de sindicatos e associações patronais, com quem não há acordo. O plano original passava por passar dos 505 euros para os 530 euros já em 2016, aumentando-se depois gradualmente até se chegar aos 600 euros em 2019.

O aumento, porém, poderá mesmo verificar-se, como dá conta o Jornal de Negócios. O Governo já aprovou a medida e o ministro do Trabalho ainda tem confiança num acordo em torno deste assunto. Recorde-se que só em 2015 houve aumento do ordenado mínimo, depois de nos três anos anteriores ter estado congelado.

Em janeiro está também prevista a atualização do abono de família – ao todo estima-se que 1,1 milhões de crianças sejam abrangidas, mas os mais beneficiados serão os casos de famílias monoparentais, onde a majoração passa de 20% para 35%.

Também no rendimento social de inserção haverá novidades, com reposição parcial do valor (na ordem dos 1,6%), uma ligeira compensação em relação aos cortes de 6% levados a cabo pelo governo anterior nos anos da troika.

E as novidades chegam também às pensões mais baixas. O valor, porém, ainda é marginal, na ordem dos 0,3 ou 0,4%. Já o mesmo não se deverá verficar na Função Pública, onde após anos de cortes, o momento que se segue será de reposição de salários.

Conta o Jornal de Negócios que metade do esforço orçamental extra está aqui: 450 milhões de euros. Não por acaso, será também aqui que o novo Governo quererá apostar na sua estratégia de dar outro vigor à economia, recorrendo a uma participação extra do consumo interno. Ordenados brutos acima de 1.500 euros terão direito a reposições graduais, a um ritmo trimestral.