Ministério da Saúde ignorou recomendações sobre urgências

A alteração da atuação dos serviços de urgência perante uma falta de recursos foi considerada matéria da maior relevância para o Tribunal de Contas, mas nada foi feito.

2005

O Tribunal de Contas recomendou ao Ministério da Saúde que partilhasse meios e profissionais de saúde nos hospitais em caso de perturbações no acesso aos serviços de urgência mas os hospitais não implementaram quaisquer medidas nesse sentido.

A recomendação surge num relatório de julho que responsabiliza o anterior governo pelas alterações a fazer e, segundo o Diário de Notícias, este já foi questionado sobre o facto de nada ter mudado.

Propunham-se novos modelos de organização da urgência com “equipas fixas ou dedicadas com formação especializada” e “mecanismos de cooperação entre as unidades hospitalares de cada região de saúde”.

O objetivo seria garantir a “deslocação inter-hospitalar de recursos – profissionais de saúde – em situações de grave perturbação da disponibilidade de serviços de urgência de determinada unidade”.

Medidas que podiam ter minimizado o impacto da falta de resposta ao fim de semana que afetou os doentes com rutura de aneurisma do Hospital de São José, por exemplo.