Thema Hotels investe 1,5 milhões para renovar Quinta das Lágrimas

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O grupo Thema Hotels & Resorts, que resultou da fusão entre os grupos Lágrimas e Alexandre de Almeida, está a investir 1,5 milhões de euros na renovação da Quinta das Lágrimas Palace Hotel, unidade instalada em Coimbra. Em declarações ao Diário Económico, o presidente executivo do Thema Hotels, Miguel Júdice, justifica este investimento com o facto de o hotel estar a comemorar 20 anos, sendo necessário apostar num “forte ‘up-grade’ da estrutura e ‘backoffice’, assim como na decoração dos espaços públicos e quartos”. O gestor garante que a meta é “relançar o hotel no final do primeiro semestre de 2016”, sendo que a unidade vai continuar em funcionamento.

Miguel Júdice salientou que, este ano, o grupo candidatou-se a um financiamento no âmbito do Programa Revitalizar para este projeto que atribuiu “o montante máximo de 1,5 milhões de euros”.
A mesma fonte revelou que esta remodelação levou o grupo a decidir por “verticalizar a administração [da Quinta das Lágrimas] e nomear um administrador encarregue de acompanhar este investimento”. Com base nesta decisão, o grupo integrou Igor Pereira no conselho de administração agora composto por seis membros, um presidente, um administrador-delegado e quatro vogais.

Numa altura em que Coimbra se prepara para inaugurar um centro de congressos, o grupo Thema perfila-se assim para aproveitar a procura que este equipamento, com capacidade para mil pessoas, irá trazer. “Inovar o produto para os novos eventos que Coimbra vai ter”, sublinha o gestor.

O mercado nacional é o principal emissor de turistas na Quinta das Lágrimas, mas Miguel Júdice destaca também o contributo de franceses, espanhóis, americanos, brasileiros e japoneses.
Sobre o desempenho financeiro, Miguel Júdice realça que o grupo, em 2015, cresceu face a 2014 tanto em vendas como rentabilidade. “Foi um bom ano com um crescimento de 10% nas vendas para cerca de 16,5 milhões de euros”. O próximo exercício será também de crescimento, com o gestor a antecipar nova subida de 10% nas vendas.