Cushman&Wakefield diz que 2015 foi o “melhor ano de sempre”

A consultora imobiliária Cushman&Wakefield encerrou 2015 como o "melhor ano de sempre", com 1,9 milhões de euros de investimento comercial, a maioria estrangeiro, e aguarda a assinatura de contratos avaliados em 500 milhões de euros de investimento.

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“Não fechámos o ano acima dos dois milhões de euros, como tínhamos previsto, porque há investimento que passou para este ano”, afirmou o diretor-geral da Cushman & Wakefield, Eric van Leuven, adiantando que a consultora tem 500 milhões de euros de investimentos prontos, “à espera de assinar contrato”.

Numa conferência de imprensa de apresentação de resultados, hoje em Lisboa, na qual o diretor geral ressalvou não estarem ainda encerrados os indicadores de 2015, mas serem uma estimativa muito próxima dos valores definitivos, Eric van Leuven destacou o ano passado como “o melhor ano de sempre”, acima do investimento de 2007, considerado até agora o melhor ano da empresa em Portugal.

“O número de operações nem é muito superior ao de outros anos, o que foi maior foi o volume das transações”, explicou, especificando que 90% do volume e 72% das transações foram efetuadas por investidores estrangeiros, entre os quais se destacam os ingleses e americanos, como os que apostam nas maiores transações, e os alemães, holandeses e franceses como os que mais operações fazem.

“O tradicional fundo imobiliário nacional tem atraído capital estrangeiro. É verdade que muitas operações de sociedades gestoras portuguesas têm capital estrangeiro por trás”, constatou Eric van Leuven.

Cerca de 60% do capital investido este ano no imobiliário foi no retalho (lojas), a maioria (100 das 350 lojas abertas em 2015) na área da restauração, com destaque para a região de Lisboa, mas também foram transacionadas lojas em centros comerciais e de comércio de rua.

No segmento escritórios, o ano também correu bem para a consultora, tendo sido classificado como “o melhor dos últimos seis ou sete anos” e que deve ter encerrado acima dos 140 mil m2 de transações, entre as quais se destaca o negócio da ocupação da EDP da sua sede em Santos, Lisboa.

“As rendas não tiveram grandes subidas”, disse o diretor geral, adiantando ainda que no Parque das nações, em Lisboa, a taxa de desocupação (que estava a aumentar os últimos anos) está a descer, segundo os indicadores do ano passado.