Menos doentes na Urgência do São José após mortes polémicas

Enquanto vários hospitais atingiram o limite na resposta, o serviço de Urgência no Hospital de São José tem estado comparativamente calmo.

848

Em declarações ao Diário de Notícias, médicos e administradores do Hospital de São José admitem que as notícias sobre as mortes decorrentes da espera por uma cirurgia, por falta de uma equipa especializada ao fim de semana e de pessoal de prevenção, levaram a uma redução da procura.

“Acho que os doentes estão a vir menos e a evitar ir à urgência “, disse um médico, apoiado por um administrador, que garante que as notícias sobre estas mortes são uma das principais razões para a menor afluência.

“Não há dúvidas de que terá tido algum impacto na procura. As pessoas estão mais sensíveis e evitam vir”, comentou ao jornal, num dia em que o tempo de espera se fixou em média nas duas horas.

Um outro médico referiu ainda que as notícias das mortes no hospital de Lisboa também afetaram as equipas. “Sentimos todos o impacto porque São José é uma grande escola de trauma, era o mais rápido a responder. As pessoas esforçam-se muito e ficaram desmoralizadas”, frisou.

Passadas as festas, o dia de ontem esteve em geral mais calmo nos hospitais. Nos dias mais críticos, em Coimbra, por exemplo, os médicos de família e os internos foram convocados para fazer mais turnos e preencher escalas.