Marcelo começa a formar equipa e limita exposição pública

Marcelo Rebelo de Sousa vai tirar o pé do acelerador e estará praticamente em black out até tomar posse a 9 de março.

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Marcelo Rebelo de Sousa

Após uma semana intensa de contactos políticos, o futuro Presidente da República vai esta semana começar a formar a equipa e a receber pessoas no seu novo gabinete no Palácio de Queluz.

A decisão sobre quem vai para Belém é unipessoal, mas não será de estranhar que a sua Casa Civil emane das pessoas que o rodearam nesta fase. Para chefe da casa civil um dos nomes mais fortes é a do administrador da Fundação Champalimaud, João Silveira Botelho.

Entretanto, há nomes que vão sendo descartados. O publicitário Rodrigo Moita de Deus (que esteve no apoio à campanha de Marcelo) disse ontem ao DN que não está disponível para abraçar o “serviço público”, pois pretende manter-se na vida profissional. Também o mandatário nacional de Marcelo, Fernando Fonseca Santos, mostrou-se ontem indisponível para seguir com o presidente eleito para Belém. Ao DN, disse que “essa questão nem sequer se põe”, explicando que “fui colega dele, ele pediu-me para assumir funções durante a campanha, aceitei com todo o gosto e honra”.

O advogado e antigo presidente do Conselho Fiscal do Benfica diz que tem “uma vida profissional estabelecida há mais de 40 anos, que nunca passou, nem vai passar pela política”.

Também o diretor de campanha Pedro Duarte deve ficar pela Microsoft Portugal, onde é diretor. Além disso, o antigo líder da JSD é sempre um dos nomes apontados como potencial futuro líder do partido. Também o amigo e antigo eurodeputado Mário David, apurou o DN, não estará disponível para integrar a Casa Civil.

Apesar das negas antecipadas, Marcelo não terá dificuldade em encontrar uma equipa para o acompanhar em Belém. As rondas de contactos começam esta semana.

Quanto à chefia da Casa Militar, nos meios militares já se falam em quatro nomes. Da parte da Marinha, do vice-almirante Silva Ribeiro e da Força Aérea do tenente-general João Cordeiro. Porém, dificilmente o exército abdicará do cargo. E aí há dois nomes em vista: o tenente-general José Calçada e – o nome mais provável para o cargo – o major-general Fernando Serafino.

Os únicos contactos políticos previstos para esta semana é mesmo o encontro com a líder do Partido Ecologista “Os Verdes”, Heloísa Apolónia, e com o porta-voz e deputado do PAN, André Silva.

Entretanto Marcelo vai continuar – disse fonte da sua equipa ao DN – com “a atividade académica e na fundação” e que “em princípio não dará mais nenhuma entrevista até à tomada de posse a 9 de março”.

Esta semana o professor volta a marcar presença em provas de doutoramento, o que fará até poucos dias da tomada de posse. A defesa da tese de doutoramento do dirigente do CDS Diogo Feio, será cinco dias antes: a 4 de março, na Universidade do Porto. Tirando isso, Marcelo segue com prudência para não haver deslizes até ao dia da tomada de posse, daí que tenha limitado a exposição pública.