CDS anuncia voto contra OE

O CDS saiu da reunião com Mário Centeno sem dúvidas de que irá chumbar o Orçamento para 2016. "Não há dúvidas quanto a essa matéria. Este não é o nosso caminho", afirmou Nuno Magalhães, que não põe a hipótese de viabilizar o documento.

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Nuno Magalhães

“Não nos podem pedir mais do que fizemos, nomeadamente apresentando a nossa proposta”, justificou, mostrando-se preocupado com a perspectiva de aumento de impostos sobre os combustíveis, os automóveis e o tabaco, que tem sido dada como certa.

Nuno Magalhães diz que o CDS está particularmente preocupado com “o aumento de impostos diretos e indiretos que possam afetar a classe média” e pôr em risco a recuperação económica e a criação de emprego.

“É urgente que o governo dê sinais do ponto de vista do crescimento”, defendeu o líder da bancada centrista, que defende a necessidade de um orçamento que gere “confiança” e de “um regime fiscal amigo do emprego”.

Os centristas entendem que “a carga fiscal já é elevada” e que são necessárias “medidas de estímulo”.

De resto, Nuno Magalhães acha que deveria ter sido respeitado o ritmo de devolução dos cortes salariais e da sobretaxa que tinha sido definido pelo anterior governo.

“O CDS entende que é da maior justiça que houvesse medidas de recuperação de rendimento (…) Mas também defendemos que fosse feita de forma gradual”, disse à saída da reunião com Centeno sobre o OE para 2016.