Combustíveis, automóveis e bancos na mira de Costa

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António Costa

Perante a ameaça de Bruxelas de “chumbar” o projeto orçamental português e de insistir que são precisas “medidas adicionais” para assegurar uma descida de 0,6% do défice estrutural no final do ano, o Governo prepara-se para mexer na proposta de orçamento e identificou três medidas para ter mais receita: aumentar a contribuição da Banca; fazer um aumento maior do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP); e agravar o imposto sobre veículos. Foram estas as orientações deixadas ontem numa reunião da equipa do ministro das Finanças, Mário Centeno, com os partidos que suportam o Governo, no Parlamento.

Terça-feira, Valdis Dombrovskis, um dos vice-presidentes da Comissão Europeia, deixou bem claro que o Governo tem de incluir “medidas adicionais” na proposta de Orçamento do Estado até sexta-feira, para que o OE fique em conformidade com as regras do novo Pacto. O comissário do euro disse que são precisos “mais esforços”, porque os “progressos ainda não são suficientes”, apesar das “discussões intensas” que têm estado a ter lugar.