Festival Marés Vivas viola a lei, alerta Quercus

Organização ambiental considera que evento não deve realizar-se perto de uma reserva natural, já que tal interferirá com a vida das espécies.

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A Quercus pediu um parecer sobre a legalidade do Festival Marés Vivas ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e à Inspeção-Geral dos Ministérios do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia e da Agricultura e do Mar.

Em causa, alertam os responsáveis por aquela organização, está a realização do festival num recinto próximo da Reserva Natural Local do Estuário do Douro, em Vila Nova de Gaia.

O que entendem os ambientalistas, segundo foi comunicado numa nota a que o Notícias ao Minuto teve acesso, é que a proximidade e o ruído provocado por este tipo de eventos musicais colocam em risco a vida das aves e o sucesso da sua nidificação.

Além disso, as 90 mil pessoas previstas entre 14 e 16 de julho “invadem o perímetro da Reserva Natural Local do Estuário do Douro, com pisoteio de ninhos, crias de aves e vegetação dunar”, acrescentam.

“Dado que a área da Reserva Natural contém tanto habitats como espécies de aves ‘prioritárias’, a realização do Festival Marés Vivas neste local contraria o disposto na lei portuguesa”, alerta a Quercus, na certeza de que não é correto o entendimento do Ministério do Ambiente, que decidiu avaliar o impacto do evento só depois da sua realização.

Só após a emissão dos pareceres, a Quercus decidirá se deve ou não avançar para os tribunais para impedir a realização do festival naquele local.