Aposta no aumento da Literacia em Saúde

A Associação Nacional pelo Direito à Saúde assume-se como uma entidade que pretende figurar como um player de destaque no mercado, contribuindo para a promoção da saúde. Sílvia Venâncio, Presidente da ANDSaúde e Rita Ponce, do Departamento de Marketing e Comunicação, revelam mais.

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Rita Ponce e Sílvia Venâncio

Edificada em 2011, a Associação Nacional pelo Direito à Saúde tem como desiderato a promoção da defesa do direito à saúde dos portugueses. Que balanço é possível perpetuar destes quase cinco anos de atividade e quais as maiores dificuldades?
Sílvia Venâncio (SV) – O balanço é francamente positivo. Temos cumprido a nossa missão oferecendo a quem nos procura a possibilidade de acesso a cuidados de saúde de excelência. O nosso maior desafio foi ultrapassar a desconfiança em relação à qualidade da oferta face aos preços reduzidos.

Como o vosso próprio nome indica, de que forma orientam a vossa orgânica na defesa do direito à saúde dos portugueses?
SV -Apostamos num excelente binómio preço/qualidade preocupando-nos com a excelência da nossa oferta e da Rede Protocolar, criando sinergias com os melhores profissionais. Disponibilizamos gratuitamente aos sócios, em horários específicos, Médico ao Domicilio. Contribuímos para diversas ações sociais preventivas na área da saúde. Acreditamos, assim, responder às necessidades dos nossos associados e da população.

Ainda existem muitos portugueses sem o devido apoio e direito a tratamentos de saúde dignos? Como se explica este infortúnio?
Rita Ponce (RP) -Uma deficiente alocação de recursos justificada pela crise financeira, bem como uma ineficiente gestão organizacional, estão a provocar uma degradação do Serviço Nacional de Saúde. Grande parte da população não tem acesso a cuidados de saúde e mais de um milhão de pessoas está sem médico de família. A aposta na prevenção e promoção da saúde é também francamente reduzida, pelo que urge uma mudança de comportamentos e a melhoria dos cuidados de proximidade.

Na vossa orgânica, perpetuam ligações com diversas entidades públicas, privadas e humanitárias. Existe da parte destes organismos recetividade às vossas solicitações?
RP -O grande desafio do Departamento Protocolar é o de dar uma resposta global e eficaz às necessidades dos sócios. Embora a política interna de alguns grupos de saúde face aos Planos de Saúde venha dificultando a criação das necessárias parcerias, acreditamos que num futuro próximo a tendência seja para uma maior abertura. Contudo, de forma geral, a aceitação por parte de potenciais parceiros é excelente.

Na vossa atividade de que forma são fundamentais segmentos como a Inovação, o Desenvolvimento e a Investigação?
RP -Um dos nossos desafios passa pela oferta de uma Rede Protocolar inovadora e vanguardista. Apostamos em parceiros de excelência, com elevado know-how e que ofereçam soluções que melhorem significativamente a saúde pública e, consequentemente, contribuam para o desenvolvimento social e económico.

Explique-me o que são os denominados Planos ANDSaúde. A quem se destinam? Quais as mais-valias dos mesmos?
SV -Os Planos ANDSaúde permitem aos sócios o acesso a cuidados de saúde e bem-estar de excelência a preços muito vantajosos. Apostamos numa Rede Protocolar abrangente e em serviços de Médico ao Domicilio e Medicina Dentária de qualidade. Temos uma oferta ampla, sem plafonds nem carências, para todos os que se preocupam com a saúde, independentemente da idade ou de doenças pré-existentes. São planos que nos protegem quando mais precisamos sem a necessidade de uma elevada taxa de esforço.

Disponibilizam aos vossos sócios todo o tipo de serviços de Saúde e Bem-Estar a preços reduzidos. O facto de serem valores mais acessíveis podem de alguma forma fazer perigar os cuidados de saúde prestados ou esse é um cenário que nem se coloca?
RP -A qualidade dos serviços prestados pelos nossos parceiros não é, de todo, afetada pelos preços mais acessíveis. A nossa vantagem competitiva é conseguida pelo facto de não termos o lucro por finalidade e por uma forte posição no mercado, o que nos concede poder de negociação com os diversos stakeholders.

Quais são os principais desafios da Associação Nacional pelo Direito à Saúde de futuro? É possível uma saúde qualitativa e de credibilidade para todos os portugueses?
SV -O nosso principal desafio para o futuro é assumirmo-nos como um player de destaque no mercado, contribuindo de forma decisiva para a promoção da saúde. Acreditamos que é possível equidade e qualidade nos cuidados de saúde. No entanto, é necessária uma mudança de comportamentos da sociedade pela adoção de estilos de vida saudáveis com os ganhos em saúde e bem-estar inerentes. Defendemos que a prevenção e a aposta no aumento da Literacia em Saúde são essenciais, de modo a que a população assuma uma maior responsabilidade sobre a sua saúde.