Células estaminais curam já mais de 80 doenças

A conservação de células estaminais do sangue e tecido do cordão umbilical tem, cada vez mais, um importante papel na cura de diferentes patologias. Por outro lado, constitui uma área em expansão no âmbito da investigação. A Crioestaminal, líder e pioneira neste setor, apresenta as soluções mais pertinentes e os estudos mais reflexivos. Conheça esta entidade pelas mãos do seu Fundador e CEO, André Gomes.

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As células estaminais assumem um importante papel na cura de inúmeras doenças, portanto torna-se tão pertinente a sua conservação. De que patologias estamos a falar?
As células estaminais constituem um recurso terapêutico inestimável que atualmente pode ser usado no tratamento de mais de 80 doenças muito graves, estimando-se que no futuro este número venha a aumentar.
As células estaminais do cordão umbilical não servem apenas para potencial tratamento do bebé do qual foram colhidas. São também um investimento para toda a família. Estudos científicos demonstram que os transplantes entre pessoas da mesma família têm mais sucesso do que entre pessoas não relacionadas, sendo a probabilidade de compatibilidade total entre irmãos de 25%.
No que diz respeito ao uso de células estaminais do sangue do cordão umbilical, nos últimos anos, além das doenças hematológicas, tem se assistido à sua utilização noutras doenças. A Diabetes tipo 1 e a Paralisia Cerebral foram das primeiras áreas de interesse neste contexto, mas, atualmente, para além destas, estão ainda em curso ensaios clínicos que visam testar o potencial do sangue do cordão umbilical em lesões da espinal medula, perda da função auditiva, doença cardíaca congénita, acidente vascular cerebral (AVC) e autismo, entre outras.
O potencial clínico das células do tecido do cordão umbilical também se encontra em estudo, em ensaios clínicos aprovados pela FDA, em doenças como autismo, colite ulcerosa, cirrose hepática, ataxia hereditária, esclerose múltipla, displasia broncopulmonar, artrite reumatóide, lúpus, lesões da espinal medula, entre outras.

Neste âmbito, têm já duas patentes registadas com células estaminais. Este é aspeto de grande importância não apenas para a marca, mas também para o desenvolvimento do setor?
Ao longo de quase 13 anos, a Crioestaminal muito tem contribuído para a investigação na área das células estaminais, que resultou em duas patentes, na área da cicatrização de feridas crónicas em diabéticos e na regeneração de tecido cardíaco. Atualmente, é a empresa que mais investe na área das células estaminais em Portugal, anunciando um investimento de 2 milhões de euros de 2014 a 2016.
O ano de 2015 foi marcado pela conclusão de dois projetos na área do cancro e tratamento de feridas crónicas. A aposta vai continuar com projetos para dar início a dois ensaios clínicos com células estaminais no tratamento de doentes com feridas crónicas e AVC.

A Crioestaminal foi o primeiro banco de células estaminais a ser autorizado pelo Ministério da Saúde e é o único acreditado pela AABB – American Association of Blood Banks. É membro fundador da Cord Blood Europe e pelo terceiro ano consecutivo, marca eleita Escolha do Consumidor. Estes marcos são importantes na transmissão de confiança a quem vos procura?
A Crioestaminal é pioneira e líder na área da criopreservação. Estas distinções orgulham-nos e, na verdade, fazem de nós uma referência não só nacional, mas também internacional. Na área das células estaminais a acreditação pela AABB é uma distinção de uma entidade americana com rigorosos critérios de avaliação e que se traduz num reconhecimento das competências e standards de qualidade e excelência que adotamos.
Por outro, no campo do consumidor final, é muito importante sermos reconhecidos pelas famílias portuguesas e poder garantir junto das mesmas os níveis de qualidade e satisfação mais elevados do setor.

Apesar das suas mais-valias, estes processos estão acompanhados de dúvidas por parte de futuros pais. Que comentário importa concretizar no sentido de informar aqueles que pretendam, no futuro, preservar células estaminais? Porquê escolher a Crioestaminal?
As células estaminais do sangue do cordão umbilical são utilizadas desde 1988, altura em que foi realizado o primeiro transplante, em França, tratando com sucesso uma criança de seis anos com anemia de Fanconi. Neste transplante, foi usado o sangue do cordão da irmã desta criança. Desde então, já se realizaram em todo o mundo mais de 40.000 transplantes, em 80 doenças. Os resultados destes transplantes são semelhantes aos obtidos com transplantes de medula óssea.
Desta forma são utilizadas em segurança há décadas e o seu potencial está comprovado. Além destas aplicações, estão a decorrer centenas de ensaios clínicos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical para o tratamento de muitas outras doenças.

Porquê escolher a Crioestaminal?
A Crioestaminal destaca-se pela experiência, rigor e investigação. Fomos o primeiro banco de criopreservação na Península Ibérica com quase 13 anos de experiência e com mais de 70.000 amostras armazenadas. Em Portugal, fomos os primeiros autorizados pela Direção Geral de Saúde e somos os únicos acreditados pela AABB.
Somos, também, o banco com mais amostras resgatadas para uso terapêutico: 13 transplantes em oito crianças.
De salientar ainda que a Crioestaminal dispõe da tecnologia mais avançada atualmente conhecida, somos o segundo maior laboratório da Europa e temos apostado na investigação nesta área de forma contínua e ao longo de já mais de uma década.

A doação de células estaminais tem uma importância acrescida no sentido de promover a investigação e desenvolvimento? Qual tem sido a relevância desta questão na Crioestaminal enquanto banco que promove os próprios projetos de investigação?
A investigação com sangue e tecido do cordão umbilical permite aumentar o conhecimento sobre as células estaminais. De salientar ainda que as células estaminais obtidas a partir destas fontes têm mostrado poder ser úteis para o desenvolvimento de novos produtos de terapia celular, podendo proporcionar novos tratamentos para diversas doenças atualmente sem cura.
Hoje, perto de 1 em 10 pais optam por guardar as células estaminais hematopoiéticas e mesenquimais do cordão umbilical em bancos de criopreservação. Assim, os 9 em 10 casais que não guardam o cordão constituem um enorme potencial para impulsionar a investigação. Estas amostras que, em circunstâncias normais seriam destruídas, podem ser usadas em projetos de investigação nacionais e internacionais, contribuindo assim para o desenvolvimento de novas terapias celulares.
A pensar nesta questão, a Crioestaminal lançou o primeiro Banco de Doação para investigação de células estaminais a nível global, a funcionar no nosso laboratório. O projeto que arrancou em 2015 baseia-se na doação das células estaminais do cordão umbilical, apoiando investigação própria da Crioestaminal, mas também a de qualquer cientista com projetos relacionados com terapias celulares.