Eu Reduzo, Tu Reciclas, Ele Reutiliza

No mundo de hoje a importância da reciclagem é cada vez maior, e mais que uma necessidade, é hoje uma inevitabilidade em prol do nosso planeta e consequentemente das gerações vindouras.

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Jorge Coelho

Desta forma, hoje a Reciclagem é um processo incontornável para um bom equilíbrio ambiental, dado que o número de equipamentos nos vários setores económicos rapidamente ficam obsoletos tornando-se excedentários e, por sua vez, um resíduo que carece de tratamento adequado. Sobre estas e outras matérias, a Revista Pontos de Vista falou com Jorge Coelho e Ana Coelho, respetivamente CEO e Diretora de Comunicação da Reciclinfor – Reciclagem Informática, numa conversa onde ficamos a conhecer o trajeto de uma marca que tem crescido paulatinamente e, acima de tudo, tem tido a capacidade de se adaptar às mutações e exigências do próprio mercado da reciclagem e não só.
Tudo passa por ciclos, e foi desta forma que se começou também a desenhar a dinâmica da Reciclinfor, que deu início à sua atividade em 1998 no domínio do setor dos resíduos metálicos e não eletrónicos. Porquê esta mudança de «agulhas»? O CEO da marca explica, “o convite surgiu através dos próprios colaboradores da empresa que lançaram a possibilidade de ficar com alguns dos equipamentos informáticos funcionais”, visto que nesse tempo os equipamentos eram bastante dispendiosos, “conseguíamos realizar valores mais baixos, despoletando assim a procura. Entretanto com a evolução do negócio optamos por criar uma empresa apenas focada na comercialização deste tipo de equipamentos e assistências técnicas, denominada por Servitek”, esclarece.

“Reciclinfor e Servitek são independentes”

Será legítimo afirmar que a Reciclinfor «alimenta» a Servitek? Para Ana Coelho
a resposta é muito clara, atualmente a Reciclinfor não alimenta a Servitek. A maior parte dos equipamentos é adquirida a grandes grupos empresariais e uma grande parcela resulta da importação.

A Reciclinfor esta focada na área da reciclagem de todo o tipo de resíduos elétricos e eletronicos, maioritariamente no âmbito do universo empresarial, continuando assim a alargar o leque de clientes que contam com este tipo de serviço. “Qualquer empresa que se queira desfazer do seu parque informático e que este esteja minimamente atual, nós valorizamos e até, em determinados casos e se existir uma grande quantidade de equipamentos obsoletos, podemos atribuir valor”, revela Jorge Coelho.
Recolher, triar e encaminhar para reciclagem são três das etapas do processo da Reciclinfor. Questionamos os nossos interlocutores se, de entre os produtos recolhidos qual a percentagem dos que são eliminados e dos que regressam ao mercado por intermédio da Servitek? “No início da nossa atividade, há 18 anos atrás, cerca de 80 a 90% dos equipamentos eram comercializáveis, sendo o restante direcionado para a reciclagem. Entretanto os valores inverteram-se e agora assistimos ao oposto, ou seja, apenas 10 a 15 % dos equipamentos recolhidos são comercializáveis e os restantes reciclados”, salientam, justificando esta mudança com a constante exigência do utilizador limitando o tempo de vida útil dos equipamentos.

Sensibilizar para reciclar

O grande objetivo da Reciclinfor passa, inevitavelmente, por aumentar a Reutilização e Reciclagem de componentes Informáticos contribuindo assim para um planeta mais verde. As ações de sensibilização assim o dizem e a sociedade começa a ter outra consciência para estas realidades de proteção do meio ambiente e do futuro das gerações vindouras, mas ainda falta muito caminho. “As pessoas estão mais sensibilizadas, mas por outro lado existe outra dificuldade, ou seja, essa responsabilidade ambiental perde-se quando chega «à algibeira» do comum dos cidadãos e isso acaba por inibir as pessoas de o fazer com maior frequência. Seria interessante que se criassem iniciativas com locais fixos para se depositar e recolher esses equipamentos. Poderia ser uma boa solução”, afirma Jorge Coelho, lembrando que ainda estamos bastante atrasados relativamente ao que se pratica nesta área ao nível de outros congéneres europeus.

“Trabalhar nesta área dá-nos um prazer imenso”

Os desafios na Reciclinfor nunca cessam, sendo que o último passou pela mudança de instalações, dos anteriores 400 para os atuais 800 metros quadrados, aportando um peso superior à marca, que pretende continuar a recolher equipamentos gratuitamente na zona da grande Lisboa, embora também o faça em outras áreas do país, mediante uma avaliação prévia. Pretendemos continuar a prestar um serviço de qualidade e transparente junto de cada cliente, seja na Reciclinfor ou na Servitek, esse é o nosso foco. Trabalhar nesta área dá-nos um prazer imenso, até porque sentimos que, com o nosso contributo, andamos a «arrumar a casa e o próprio país» e estamos a colaborar com o meio ambiente que é essencial para a vida humana”, concluem Jorge e Ana Coelho.