“Gosto de desafios com riscos ponderados”

Desde o primeiro momento Paula Pires contagia pela sua imensa vontade de “fazer acontecer”. Não consegue estar parada, chegando a brincar com o facto de gostar de ter “mais do que uma profissão”. Foi sempre assim. Formada em engenharia do vestuário, já trabalhou nesta área, esteve na liderança de uma empresa de decoração e mobiliário e desde 2013 é Diretora Geral da PROCESS ADVICE, uma organização que viu nascer há 16 anos e que lhe tem permitido crescer como profissional e como pessoa.

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Paula Pires

“O futuro tem muitos nomes. Para os fracos, o inatingível. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes, é a oportunidade”. A frase de Vítor Hugo poderia ser o espelho do percurso de Paula Pires. Depois da sua formação em engenharia do vestuário, esteve cinco anos a trabalhar na área, onde já nessa altura estava muito direcionada para os mercados externos. “Foi uma aprendizagem muito rica não só por trabalhar com outros países mas sobretudo pelo relacionamento interpessoal e pela exigência imposta, que na área da consultoria é fator basilar”, defendeu. Depois de ter agarrado outras oportunidades profissionais, Paula Pires “entregou-se” à consultoria, estando hoje na liderança da empresa que a ajudou a crescer como profissional e pessoa. Nesse momento, quando ainda estavam a ser lançadas as primeiras pedras da PROCESS ADVICE, imaginar-se-ia a liderar os destinos desta empresa de consultoria, auditoria e formação? “Apesar de não ser uma ambição, uma vez que nunca gostei de grande destaque, com o evoluir da maturidade profissional e o nível de exigência imposto, acabamos por reunir condições para determinados cargos e desafios. Gosto de desafios com riscos ponderados”, confessou. E é esse nível de rigor que procura transportar para aquela que é a sua liderança. Mas mais do que uma liderança encabeçada por Paula Pires, a PROCESS ADVICE é o paradigma de uma liderança partilhada com as suas oito colaboradoras. A Diretora Geral não hesita: “mais do que líder, quero ser a amiga. Em qualquer cargo de gestão, tem de existir sempre a vertente humana. Naturalmente que os números são importantes, mas eles constroem-se com humanização. De mim, podem esperar uma ouvinte, alguém que acredita e confia na sua equipa e que investe no seu capital humano. Da equipa, espero lealdade, confiança e que acreditem no projeto PROCESS ADVICE. Se estes valores estiverem reunidos, acredito que conseguiremos elevar os níveis de confiança e de satisfação dos nossos clientes assumindo um posicionamento de excelência no mercado”, partilhou.
Ser uma empresa composta por oito mulheres poderia ser fruto do acaso mas não. Apesar de subcontratarem e recorrerem a serviços de consultores externos, já na anterior gestão, liderada por homens, existia esta apetência para que o trabalho fosse desenvolvido por mulheres. Porquê? Para Paula Pires tudo passa pelo sentido de organização e método. “Na consultoria, penso que as mulheres têm outra predisposição e sensibilidade para gerir a heterogeneidade de pessoas com as quais nos relacionamos, e têm outra destreza organizacional necessária à prestação destes serviços. Penso que esta característica nos é conferida pelo facto de, no dia-a-dia, termos a cargo a gestão de diversos “papéis”, defendeu, acreditando que essa distinção também se verifica nas diferentes gestões e lideranças que estiveram na retaguarda da PROCESS ADVICE desde o seu início.
Embora sempre se tenha caracterizado por ser uma liderança partilhada onde todos têm opinião, Paula Pires admite que as principais diferenças se prendem com as questões motivacionais e que, inevitavelmente, cada pessoa, cada líder e cada gestor têm a sua própria individualidade. No desempenho das suas funções, Paula Pires é apologista da transparência. “O rumo e posicionamento que pretendo conferir à empresa é partilhado com a equipa através da auscultação, do lançamento de ideias, permitindo também o seu envolvimento, o incremento motivacional e a partilha de projetos que considero de valor acrescentado aos clientes e de garantia da sustentabilidade da empresa”, asseverou. Isto só acontece porque Paula Pires tem bem clara uma perceção: “O capital humano é fundamental para o sucesso das organizações. Uma equipa coesa, focada nos objetivos estratégicos da empresa e que a entenda como um projeto de vida, são fatores relevantes da boa liderança. As pessoas que constituem esta equipa são o rosto da PROCESS ADVICE”, afirmou. Paula Pires não consegue gerir a organização em moldes diferentes. Daí que solicite constantemente opiniões, delegue responsabilidades e confira níveis de autonomia à equipa, mais do que uma atitude ativa, requer uma postura pró-ativa. “O core business da empresa não inclui atividades do design ou da arquitetura. No entanto, no ADN da empresa têm de estar presentes e interiorizados os conceitos de inovação, criatividade e assertividade nos serviços que oferecemos ao mercado e aos clientes. Estamos no mercado para robustecer a competitividade das organizações, sendo fundamental assegurar um portfólio de serviços diversificado e de valor acrescentado”, colmatou.

Como tudo começou?
A PROCESS ADVICE está no mercado há 16 anos, tendo como mentores Leonardo Silva e Cândido Pires. Criada para a prestação de serviços de consultoria, auditoria e formação especializada em intervenções orientadas para a obtenção de ganhos de eficiência e inovação organizacional. Desde cedo, Paula Pires se envolveu no projeto, como consultora, auditora e formadora. O projeto foi direcionado para a implementação, manutenção e melhoria de sistemas de gestão ao abrigo de referenciais nacionais e internacionais, entre outras ferramentas de apoio à gestão das organizações. Também a vertente formativa começou a ocupar o seu espaço sendo um complemento à atividade principal. Os serviços de realização de auditorias, tal como explicou Paula Pires, são implícitos à implementação e manutenção dos sistemas de gestão das organizações.
A empresa tem vindo ao longo dos anos, a destacar-se em diversas áreas de atuação. De salientar que, na área da Responsabilidade Social, se destacou pelo posicionamento assumido como uma das empresas Fundadoras da Rede RSO PT e pela integração de comissões técnicas para o desenvolvimento de referenciais e guias para a implementação de boas práticas da responsabilidade social e da igualdade de géneros.
A partir de 2006, a empresa passou a ser detentora e representante nacional de um software de apoio à gestão das organizações, conferindo aos seus clientes um incremento na eficácia e eficiência organizacional.
De outras empresas de consultoria, a PROCESS ADVICE distingue-se pela sua “versatilidade”. “Desde cedo, existiu uma clara orientação para a constituição de uma equipa multidisciplinar detentora de um nível de competências que nos conferisse a transversalidade e adequação a diversas áreas de negócio, desde o setor público (Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Hospitais, Instituições de Ensino) ao privado (comércio, industria e serviços) e do terceiro setor (Santas Casas, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Mutualidades e Cooperativas).”, explicou a empresária. A PROCESS ADVICE integra um grupo de empresas conferindo-lhe outras valências e o incremento de sinergias win-to-win. Do território nacional (inclusive Açores) ao mercado externo, está centrada no robustecimento da capacidade competitiva dos clientes, respondendo a níveis de exigência distintos. “Ao longo dos anos, a empresa tem apresentado resultados positivos e demonstrativos de crescimento. No entanto, a instabilidade política e económica que se tem sentido, de forma global, tem vindo a condicionar a concretização de projetos, que permitiriam alavancar ou sustentar os negócios das PME através do desenvolvimento de novos produtos e/ou da sua internacionalização. Este cenário, contribui para que o setor privado se torne mais exigente, pois o esforço imprimido na garantia da sustentabilidade das organizações é superior requerendo elevada capacidade na gestão de risco do negócio ou das suas atividades. Ainda que, com recurso a sistemas de incentivos e de apoio ao investimento, constatamos que as PME ponderam com maior severidade os riscos associados a investimentos de capacitação do negócio, por forma a, garantirem o respetivo retorno. Estes sinais, têm conduzido a PROCESS ADVICE a focar-se, incisivamente, nas necessidades dos clientes e do mercado, ajustando os serviços ao cliente”, colmatou.

Um Olhar para o Mundo
Se a PROCESS ADVICE gosta de desafios, o mercado externo é, por isso, um palco predileto de atuação. Com os pés assentes na terra e pesando bem os riscos, a empresa tem trabalhado com outros mercados, com especial incidência em Angola, Moçambique e, no momento a avaliar a viabilidade de negócios em Cabo Verde. Fazendo parte de um grupo de empresas onde se verifica a fusão e a partilha de sinergias, a empresa marca presença um pouco por todo o mundo: “No mercado externo, o princípio passa por considerar que o posicionamento de uma empresa do grupo permitirá o posicionamento das restantes”, salientou.
Vivendo as dificuldades dos seus parceiros, a empresa sentiu, ao longo do último ano, as contingências vividas no mercado angolano, onde se encontra a implementar o Sistema de Gestão da Qualidade, segundo o referencial ISO 9001, na área hospitalar (em serviços clínicos e não clínicos), em conjunto com um parceiro. O know how comprovado na área hospitalar com a implementação de referenciais, especificamente em serviços de esterilização, permitiu que a PROCESS ADVICE integrasse este projeto. Apesar do impacto das dificuldades vividas no ano transato, Paula Pires acredita que o projeto será para continuar e, passo a passo, as condições certamente serão melhores.
Em Moçambique, a empresa desenvolveu um projeto promovido pelas Nações Unidas e que contou com o apoio do Banco Mundial.
Quanto a Cabo Verde, a empresa traçou algumas medidas estratégicas e está a incitar os primeiros passos na negociação de projetos de valor acrescentado para determinados nichos de atividade económica.
Apesar do balanço positivo da presença da PROCESS ADVICE no mercado externo, a empresa centra os seus serviços no mercado nacional, com a abertura, recente, de escritório no Porto.

Relações assentes na Confiança
A confiança é o cerne de qualquer relação, seja pessoal ou profissional e, pelo testemunho dos seus clientes, esta é a uma característica intrínseca à identidade da PROCESS ADVICE. Tudo graças a um fator, aparentemente, simples, mas que para esta equipa é uma mais-valia e um fator de diferenciação. “A PROCESS ADVICE valoriza a presença no cliente e isso transmite-lhe confiança. Assumimo-nos como parte integrante da equipa do cliente, vestimos a sua pele e encaramos o seu sucesso como o nosso sucesso”, explicou. E, efetivamente, à data, o percurso da empresa tem estado pautado pelo sucesso. “Com mais de mil intervenções, nunca tivemos um desaire e é de realçar o facto de, tratando-se da implementação de sistemas de gestão, o trabalho desenvolvido nos clientes é validado por entidades independentes, sempre que os clientes recorrem à respetiva certificação”, explicou Paula Pires atribuindo o mérito aos seus clientes e, mais uma vez, à sua equipa. E é com esta equipa que quer crescer, em volume de clientes e de negócio e na diversidade de serviços prestados que irão surgindo em função das necessidades. Daí que no futuro a PROCESS ADVICE apostará com outro vigor nas formações à medida. “Estando a PROCESS ADVICE tão imbuída da realidade dos seus clientes, e estando as organizações dependentes do conhecimento e competências das pessoas, iremos transportar para a formação as suas reais necessidades”, concluiu Paula Pires.
Longe estão os tempos em que um aperto de mão era o suficiente para selar um negócio. Hoje as exigências são outras e, da estratégica cidade de Braga para qualquer outro local, a PROCESS ADVICE está apta para responder à altura.

Necessidades formativas direcionadas para o Terceiro Setor:
– Gestão de conflitos nas equipas;
– Coaching nas equipas;
– Coaching para a terceira idade;
– Demências: Estratégias para a intervenção;
– Alimentação criativa na terceira idade;
– Cuidados de saúde diários na área das demências;
– O marketing como ferramenta para a sustentabilidade da IPSS;
– Institucionalização dos idosos: o papel da família;
– Entre outras.

Abertura de novos projetos no âmbito do Portugal 2020
– SI Inovação (Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva): tem como objetivo apoiar projetos de inovação empresarial promovidos por empresas, reforçando a inovação, a competitividade, a sustentabilidade e a qualidade do emprego.
– SI Qualificação (Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo Qualificado e Criativo): o objetivo é criar ou dinamizar empresas dotadas de recursos humanos qualificados e que desenvolvam atividades em setores com forte crescimento, em setores com maior intensidade de tecnologia e conhecimento, ou que apliquem resultados de I&D na produção de novos bens e serviços.
– SI Qualificação (Sistema de Incentivos à Qualificação de PME): pretende reforçar a competitividade das PME e promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego, apoiando a capacitação empresarial das PME através da inovação organizacional, aplicando novos métodos e processos organizacionais, e incrementando a flexibilidade e a capacidade de resposta no mercado global, com recurso a investimentos imateriais na área da competitividade.
– SI Internacionalização (Sistema de Incentivos à Internacionalização de PME): pretende reforçar a competitividade das PME e promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego, apoiando a capacitação empresarial das PME através do desenvolvimento dos seus processos de qualificação para a internacionalização, valorizando os fatores imateriais da competitividade, permitindo potenciar o aumento da sua base a capacidade exportadora.