No online com Rosto

Que não subsistam dúvidas, o comércio eletrónico tem registado em Portugal uma grande evolução, sendo atualmente um meio que um vasto número de portugueses opta para fazer as suas compras. Qual o futuro?

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Equipa Prinfor

Apesar de ainda existir um caminho a percorrer para nos aproximarmos de outros congéneres europeus ou de outros países de leste, como o caso do atual líder em vendas online, como a República Checa, é visível que Portugal tem conseguido, paulatinamente, subir degraus importantes neste segmento do comércio eletrónico e para isso muito têm contribuído algumas marcas que pautam a sua atividade por padrões/pilares como a transparência, o rigor e a credibilidade perante o mercado e o consumidor. A Revista Pontos de Vista foi conhecer uma dessas marcas, um dos nomes que pode colocar o nome nos principais players do setor do comércio eletrónico, a Prinfor – Informática – Eletrodomésticos – Som e Imagem e conversou com Paulo Gonçalves, CEO da marca e conhecedor nato de todos os quadrantes deste segmento de mercado que, segundo revela, ainda tem que evoluir bastante para conseguir chegar aos mais cepticistas. No mercado há cerca de 11 anos, mais concretamente desde 2005, a Prinfor tem vindo a crescer anualmente e tem sido um exemplo de atuação perante o consumidor/cliente. Mas o que ainda falta para que este setor de mercado possa ombrear com outros mercados? Paulo Gonçalves não tem dúvidas. “Passa tudo pela confiança que o consumidor tem ou não no mercado eletrónico”, salienta, assegurando que na última década têm surgido espaços que como tão depressa nascem, também desaparecem, deixando um rasto de situações desagradáveis que acabam, inevitavelmente, por afetar aqueles que fazem da credibilidade a sua forma de estar nos negócios e no contacto com o cliente.
Um dos grandes óbices neste setor, passa, portanto, pela livre concorrência ao nível das lojas online, que têm praticado margens “absurdas e curtas e isso reflete-se no parco serviço e produto, por vezes nenhum, prestado em prol do cliente. Não se dando serviço de qualidade, o foco passa a estar no preço e neste setor é obrigatória que exista mais confiança para que o consumidor possa ter segurança no âmbito das suas compras ao nível do comércio eletrónico”, salienta, lembrando que esta é a grande barreira ainda existente em Portugal. Mas poderá este cenário ser alterado? Para o CEO da Prinfor, marca que tem vindo a crescer na ordem de faturação dos dois dígitos anualmente, é possível que o panorama seja modificado, até pela entrada de players que, tal como a Prinfor, perpetuam níveis de segurança, transparência e credibilidade elevados. “É fundamental que nomes como a Worten, a FNAC, a Novo Atalho, a PC Diga e outros estejam no universo do mercado eletrónico, porque isso só ajuda a credibilizar o setor”, advoga Paulo Gonçalves.
Desta forma, é vital que se promova a vertente da fiscalização, “não só pela capacidade de inspeção e vigilância que terá, mas também para controlar o denominado dumping que existe diariamente no comércio eletrónico, pois hoje em dia qualquer pessoa abre um website e lança-se no mercado com preços impossíveis de combater e que estão nitidamente abaixo do nosso preço de compra. Estas «brincadeiras» apenas são possíveis pela escassez de fiscalização”, salienta o nosso interlocutor. E o consumidor/cliente? Consegue percecionar este lado? “O consumidor procura, naturalmente, a questão do preço e esquece outras vantagens às quais não tem direito por parte dessas marcas e que são fundamentais e que nós providenciamos como o apoio na compra do produto, o aconselhamento, a personalização do serviço, além de que está a depositar o seu dinheiro numa marca com rosto, com espaço físico e na qual se pode apoiar se existir algum problema. As pessoas têm de perceber que a segurança e a confiança a quem estão adquirir um produto é fundamental. Que interesse tem comprar com valores ultra baixos, se depois não tem qualquer tipo de apoio? Se depois não consegue usar a garantia por uma qualquer anomalia do produto? Por vezes o barato acaba por sair caro. Além disso, se o consumidor/cliente tiver uma experiencia desagradável, ficará, naturalmente, mais cético em relação ao mercado e isso acaba por afetar todos os players do setor, mesmo aqueles, como nós, que pautam a sua atividade com transparência, rigor e confiança”.
Assegurando que atualmente as autoridades já começam a olhar o comércio eletrónico com outra atenção, Paulo Gonçalves acredita que o caminho ainda é longo. “É preciso fazer mais. Deve existir uma cultura de exigência perante aqueles que fornecem serviços eletrónicos ao público. Não podemos brincar com a confiança dos consumidores e com aqueles que atuam de uma forma transparente. Temos de saber separar o trigo do joio. São situações que devem ser retificadas pelas autoridades, e esperamos que as pessoas possam deitar «mãos» para tentar colocar o mercado de certa forma regulado para podermos cada vez mais dar um serviço de excelência ao consumidor”.

No leque das entidades credíveis

Com um espaço físico e com uma página online, a Prinfor está no rol das entidades credíveis e “temos feito um enorme sacrifício para nos mantermos no mercado com a mesma postura, porque queremos continuar a aproximarmo-nos das grandes marcas como a FNAC, NOS, Worten, entre outras. Naturalmente que não é pelo preço que o conseguimos, mas por aquilo que somos capazes de oferecer ao cliente, este acompanhamento e esta personalização são essenciais e o cliente, hoje em dia, começa a saber que é seguro comprar em Portugal com confiança e discernimento, isto desde que escolha marcas parceiras como a nossa que têm um rosto, “assume, esclarecendo que é possível continuar a crescer nesta área. “Quem tem um espaço físico como o nosso, uma estrutura transparente, um site credível, que aposta na segurança dos consumidores, oferece serviços e pensa no futuro, tem uma margem de crescimento elevada em Portugal. Ainda estamos longe da média europeia, mas vamos caminhando aos poucos e será sério afirmar que existem em Portugal dez a 12 players que abarcarão centenas de milhões de euros e tudo o resto são aqueles que apenas pretendem passar ilusões para o consumidor e com os quais é necessário ter cuidado”:

A marcar a diferença

A Prinfor não pretende ficar por aqui e hoje já pertence ao painel GFK, o que significa que a mesma já é olhada por parte dos responsáveis das marcas como uma empresa credível no mercado “ e isso dá-nos perspetivas positivas de futuro”, salienta o CEO da marca, que parece não querer parar. “Temos um projeto para a edificação de um novo espaço físico em Lisboa e que será concretizado ainda este ano, porque acreditamos que o comércio de proximidade assente numa página web credível aporta mais-valias”, revela entusiasmado o nosso entrevistado, que acima de tudo tem o consumidor/cliente como principal foco. Basta saber que a Prinfor é a única loja online que dispõe de um serviço operacional até 40 quilómetros à volta do espaço comercial de carro próprio para entregas, instalações, acompanhamentos, entre outros. “Tudo isso cria empatia e confiança com o cliente”.

Na vanguarda tecnológica

É por isso que escolher Prinfor é escolher seriedade e confiança. “Tudo fazemos para apresentar soluções aos nossos clientes/consumidores com preços competitivos, onde podem estar seguros de que irão receber o produto, podem conhecer o trajeto da encomenda e quanto à garantia, estamos cá de portas abertas para apoiar e fornecer um serviço de excelência”, salienta o nosso entrevistado, assegurando que a Prinfor está completamente preparada para responder e corresponder a todas as mutações tecnológicas do mercado. “Estamos sempre na vanguarda das novas tecnologias ao nível do comércio eletrónico. A nossa plataforma foi lançada em junho passado e dá-nos espaço de crescimento para os próximos anos. Foi um investimento elevado, mas que nos dá outra capacidade para chegar a novos públicos. Por exemplo, há dois anos ninguém navegava na internet via mobile e hoje 40% das nossas visitas diárias são por essa via. Portanto é mais uma área em que continuamos a apostar forte em termos de acesso web por parte dos consumidores e iremos, provavelmente até ao final de 2016, lançar uma aplicação para melhorar ainda mais o acesso de navegação dos nossos consumidores. Nunca paramos. Connosco podem ter a certeza que procuramos sempre as melhores soluções para satisfazer todos aqueles que confiam em nós”, conclui Paulo Gonçalves, CEO da Prinfor.

Multifacetada, a Prinfor – Informática – Eletrodomésticos – Som e Imagem apoia a maior team de desportos eletrónicos – a Ftw, que formam jogadores e dispõe de uma academia, que também tem vindo a crescer nos jogos online como LOL, FIFA, Warcraft, entre outros, sendo comunidades que têm jogadores com idades dos 14 anos aos 50 anos de idade e que tem sido ao longo dos últimos anos muito esquecida pelas empresas em Portugal, a profissionalização destas equipas e que levam o nome de Portugal la fora. “Apoiamos a maior estrutura e equipa nacional num esforço financeiro tremendo, que tem um retorno em termos de visibilidade da marca Prinfor. É essencial para a Prinfor ajudar a nossa juventude, pelo menos a usufruírem de atividades extra benéficas na sociedade”.