One to One a criar relações de cumplicidade

“Se houve setor de atividade que abanou completamente durante estes 18 anos, foi o da comunicação. Tudo se alterou; tudo se transformou; tudo evoluiu”. A One to One, especialista em Marketing de Clientes, acompanhou essas flutuações no mercado, sabendo inovar na construção de relações de confiança entre as marcas e os seus clientes. A One to One transformou-se e Ana Beirão, Fundadora e CEO, explica como.

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Ana Beirão

A One to One assume-se como “o seu parceiro de marketing de clientes”. Criada em 1998, e tendo em conta as transformações que este mercado tem sofrido ao longo dos anos, de que forma têm conseguido inovar na construção de relações sólidas entre as marcas e os seus públicos?
Quando dizemos que somos o parceiro de marketing de clientes é porque realmente as nossas soluções são desenvolvidas para que as marcas reforcem a relação que têm com os seus clientes, através de processos de marketing simples e eficazes. A One to One nasceu num mundo radicalmente diferente ao de hoje e se houve setor de atividade que abanou completamente durante estes 18 anos, foi o da comunicação. Tudo se alterou; tudo se transformou; tudo evoluiu. O que fizemos foi mudar a forma como as marcas se podem relacionar com os seus clientes, tendo em conta que hoje, dada a falta de recursos, o tempo é o fator que mais conta nos processos de marketing.

Tendo como base a inovação, a empresa implementou um processo de mudança interna, que acabou por transformar por completo o vosso modelo de negócio. O que importa saber sobre a “pirâmide de atividades” da One to One?
A nossa pirâmide tem na base a nossa solução tecnológica – o GET – e é sobre ela que tudo o resto se desenrola, numa perfeita sintonia entre nós e o cliente. São definidos os âmbitos de atuação do cliente e da One to One na conciliação da autonomia que é dada ao cliente com o apoio técnico à implementação do modelo de cumplicidade único que criamos para a marca: comunicações automáticas, semi-automáticas ou manuais.

Em períodos de retração económica, em que a comunicação e o marketing podem ser vistos como um custo e não como um benefício para muitas empresas, sentiram algum impacto negativo na vossa atividade?
Claro que sim. Mas foi o impacto destas sucessivas crises que temos vivido enquanto país, aliadas à evolução tecnológica, que nos motivaram a mudar o nosso modelo de negócio. E hoje estamos totalmente preparados para um mercado exigente, com muita sofisticação e poucos recursos.

O marketing agressivo e exclusivamente centrado nas vendas passou à história, tendo hoje até um efeito contrário àquele que pretende. Os consumidores são mais informados e criaram, de certo modo, alguns anticorpos a estas estratégias. Por que é que o marketing relacional deve ser a aposta das marcas? Neste campo, qual tem sido a importância assumida pelas redes sociais como suporte às operações de marketing relacional?
Hoje o nível de informação e de formação é muito grande, pelo que as técnicas clássicas do marketing estão gastas e desadequadas. O poder das marcas inverteu-se e hoje o consumidor só investe o seu tempo e dinheiro em marcas e produtos que lhe merecem simpatia.
As redes sociais são inevitáveis porque os consumidores estão lá. Mas é na relação one-to-one que se criam cumplicidades e que se abrem caminhos para novos patamares da relação, de confiança e de partilha. A personalização e a segmentação da comunicação permitem tratar os clientes como únicos e a tecnologia veio resolver vários dilemas antigos:
1º – Como falar com muitos clientes em simultâneo, mas em particular com cada um?
2º – Como permitir que os clientes falem às marcas com transparência, sem medos e sem ter de montar estruturas pesadas e caras?
As marcas que sabem ouvir são as que mais se distinguem na cabeça dos seus clientes. E é isto que faz a diferença.

Ao longo da sua história, de que forma a One to One se tem assumido como um paradigma desta área do marketing, ajudando a criar relações que perduram no tempo?
No design, deparamo-nos por vezes com peças que parece não saírem de moda. Comparando com a nossa atividade, a melhor prova de que ajudamos a criar relações de forma quase intemporal, é que estratégias que lançamos há anos, ainda hoje se mantêm vivas, nos seus alicerces principais. E isto é muito gratificante. Não só trabalhamos clientes durante muito tempo, como depois as nossas estratégias, permanecem vivas por muito mais tempo.

Ao longo da sua carreira, alguma vez imaginaria ser a profissional e a mulher que é hoje? Passava pelos seus planos estar à frente de uma empresa com o prestígio e o reconhecimento da One to One?
A One to One tem a imagem que tem pelas pessoas e pelos trabalhos que fomos fazendo. Identificamos o nosso caminho que foi sendo ajustado e nem sempre fizemos tudo o que queríamos, mas sempre fizemos o que podíamos com profissionalismo, ética, seriedade e compromisso. E estes são valores que perduram.

Continuando a contribuir para a evolução do marketing relacional, qual será o posicionamento e a estratégia da One to One? Que objetivos estão em cima da mesa?
Continuar a reforçar os laços com os nossos clientes e alargar a nossa atividade a todas as empresas que queiram fidelizar e automatizar os seus processos de marketing, para assim, de forma sustentável, gerarem mais negócio.