“Satisfação do cliente é a nossa satisfação”

A Cotur é um dos principais players no domínio das agências de viagens de Moçambique, sendo hoje um exemplo do que melhor se faz neste setor de mercado. Noor Momade, Administrador da Cotur, Lda, deu a conhecer um pouco mais de uma marca que tem sabido evoluir.

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Noor Momade

A operar em Moçambique desde 1994, a Cotur já foi, por diversas ocasiões, galardoada com a distinção de melhor agência de viagens a operar neste mercado. Enquanto Presidente desta entidade, que desafios daqui advêm? O que se pode esperar de uma instituição que trabalha para ser sempre a melhor do seu segmento?
Estando a Cotur, Lda. a operar em Moçambique desde 1994, e tendo sido, por diversas ocasiões, galardoada com a distinção de melhor agência de viagens a operar neste mercado, a principal mensagem que como empresa retemos das distinções que já nos foram feitas, é a de que pessoas e instituições com legitimidade reconhecem e valorizam o nosso trabalho e esperam mais e melhor de nós.
De facto, se a distinção da Cotur pode ser motivo de notícia, igualmente seria notícia o registo de baixa do seu desempenho, pelo como instituição o mínimo que esperamos de nós próprios é procurarmos manter o atual nível de qualidade dos nossos serviços, sem abdicar da ambição de procurar atingir recordes, contribuindo para que viajem cada vez mais turistas em Moçambique em particular, dessa forma ajudando o País a crescer economicamente, pois quanto maior o volume de negócios no setor do turismo, maior também a sua contribuição para o PIB.

Em termos de carteira de clientes e volume de negócios, que balanço é possível fazer deste ano que agora termina? O que foi possível concretizar?
O balanco é positivo. O mercado manteve-se estável e a COTUR continua a manter a sua cota do mercado.

Acredita que uma agência de viagem deve ser capaz de, perante a opção do cliente, dar-lhe assistência de modo a fazer melhores opções do que aquelas que sejam do conhecimento do cliente. De que modo a Cotur tem feito este apoio?
Inspirados pelo slogan de que a “satisfação do cliente é a nossa satisfação”, temos procurado agir de forma proactiva na nossa relação com o cliente, munindo-lhe de informação que lhe permita decidir por uma outra opção de entre diversas ofertas, incluindo aquelas que de princípio não eram do conhecimento do cliente.
É que se conhecemos o setor, temos que prestar uma espécie de assessoria ao cliente no momento de decidir sobre algo d importante para sua vida social, o fazer turismo. Portanto, fundamentalmente prestamos apoio ao cliente dando-lhe informação bastante sobre as opções turísticas, incluindo rotas de viagens mais cómodas e sustentáveis.

Portugal e Moçambique são países que procuram captar investimento estrangeiro, tendo, por outro lado, empresas que ambicionam a internacionalização. Na sua opinião, o que aproxima e o que afasta estas duas nações?
Portugal e Moçambique inquestionavelmente têm em comum a partilha da língua portuguesa e da gastronomia, não obstante a existência de certos pratos tipicamente africanos e que inclusivamente são apreciados por outros povos, incluindo o português.
Além disso, o passado histórico que liga os dois Países, fez com que ao nível dos governos e, acima de tudo, dos povos dos dois Países existisse uma relação de irmandade, havendo diversas famílias unidades de moçambicanos e de portugueses num e noutro País. Neste sentido, tenho dificuldade para encontrar o que afasta os dois Países, senão a distância física que os separa.

O que é que faz de Moçambique um destino turístico de excelência? Quais são as principais potencialidades do país nesta área?
Condições naturais de que o País dispõe, concretamente belas praias, uma baía de referência internacional, ilhas, fauna e flora existente em Parques e Reservas Nacionais e acima de tudo isto um povo excecionalmente hospitaleiro e uma gastronomia invejável.

O turismo tem, inegavelmente, um enorme potencial em Moçambique mas tal tem que se traduzir igualmente na oferta de produtos e serviços turísticos. Qual é o ponto de situação do país relativamente a esta oferta? O que deveria ser feito para desenvolver uma área com tanto potencial?
A esse respeito, há algo que é de domínio público, qual seja a necessidade de tornar o custo de passagens aéreas viagens domésticas sustentável face aos atuais custos, bem como o contínuo trabalho de investimento e melhoria de vias de transporte terreste.

Considera que cada ano é um desafio para a sua empresa. Tendo como base o fortalecimento das relações no mundo da lusofonia, o que podemos esperar da Cotur em 2016?
Cada ano é efetivamente um desafio para a Cotur, pois depois do balanço do término de um ano económico, o desafio que sempre se coloca é elevar a fasquia de desempenho no exercício económico seguinte.
A nível da lusofonia, o que se pode esperar da Cotur, é que enquanto agente económico do setor do turismo, contribua cada vez mais para o aprofundamento das relações de amizade entre os povos dos dois Países, concorrendo desta forma para a materialização de um dos objetivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) previsto na alínea b) do artigo 3º dos Estatutos da CPLP, a cooperação no domínio da cultura.