Bombardier despede 7.000 pessoas

A Bombardier anunciou o despedimento de 7.000 dos seus 64 mil funcionários, durante os próximos dois anos, noticia a Bloomberg.

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O fabricante de aeronaves ficou aquém da previsão dos analistas nos lucros do quarto trimestre e a decisão tomada implicará custos até 300 milhões de dólares, cerca de 270 milhões de euros.

As receitas da Bombardier baixaram 16% para 5,02 mil milhões de dólares, abaixo dos 5,5 mil milhões apontados em média pelos analistas.

Alain Bellemare, designado CEO da empresa há um ano, com o mandato para repor a rentabilidade, tem em mãos a missão de eliminar o excesso de custos e os atrasos no programa do avião da Série C, orçado em quase cinco mil milhões de euros. No último trimestre de 2015, a Bombardier chegou a acordo para venda de activos que rondam os 2,2 mil milhões de euros.

A companhia procura assegurar financiamento do governo federal do Canadá, depois de ter já garantido um investimento na casa dos 900 milhões de euros da parte da província do Quebec, destinados à Série C. Com a companhia aérea Air Canada, assinou uma carta de intenções para venda de uma frota de pelo menos 45 aviões deste modelo, negócio avaliado em quase 3,5 mil milhões de euros.

Na semana passada, a Bombardier concluiu a venda de 30% da sua unidade ferroviária, por mais de 1,3 mil milhões, ao fundo de pensões público do Quebec.

O anúncio da Bombardier acontece depois de também a Shell e a General Electric terem comunicado fortes cortes na folha de pagamentos dos próximos anos. A petrolífera vai despedir 10.000 pessoas, enquanto a GE promete cortar 6.500 postos de trabalho.