Metade das vendas da Zippy já são feitas fora de Portugal

A Zippy, marca de vestuário para criança do grupo Sonae (dono do PÚBLICO), já obtém 50% do volume de negócios nos mercados externos onde opera e acredita que, a curto prazo, a importância do estrangeiro para as vendas será ainda maior.

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“Acredito que os mercados externos vão assumir um protagonismo maior”, disse, nesta quinta-feira, Joana Ribeiro da Silva, administradora da Zippy e da Sonae SR, a empresa de retalho especializado do grupo. “Só podemos imaginar que, apesar de expandirmos em Portugal, os mercados internacionais assumirão um dinamismo maior”, acrescentou. Com mais de 100 lojas, a Zippy está em 20 países e quer, este ano, entrar em novos mercados. Na calha estão 16 novas unidades fora de Portugal, quer em países onde já está presente, quer em novos destinos, como o Dubai. Estão a correr negociações e, por isso, a empresa não divulgou os mercados onde se irá estrear este ano.

A expansão é feita com a marca Zippy (ZY impresso na roupa) mas nos países do Médio Oriente a insígnia chama-se Ziddy por uma questão de adaptação ao mercado local. Para já, além de Portugal e Espanha, está presente na Turquia, Arábia Saudita, Azerbaijão, Cazaquistão, Egipto ou Qatar.

Em Espanha, a Zippy tem 24 lojas próprias e, com o objectivo de conquistar notoriedade junto dos consumidores, prepara-se para abrir 15 espaços (corners) no El Corte Inglés e continuar a apostar em lojas que vendem várias marcas. “Em Espanha não temos a mesma notoriedade do que em Portugal mas estamos a perseguir esse objectivo”, diz Joana Ribeiro da Silva. Em 2016, está para já assegurada a inauguração de uma loja em Espanha.

Todas as novas unidades vão abrir com um novo conceito, muito focado na experiência de compra dos clientes. Na Zippy do Colombo, em Lisboa, a segunda do país a abrir com nova decoração, há jogos interativos para as crianças e túneis junto aos expositores de roupa onde podem brincar. “A ideia é facilitar a vida aos pais e divertir os filhos. Há uma divisão segmentada dos produtos”, diz a gestora, adiantando que o investimento por lojas de 300 metros quadrados ronda os 600 mil euros. Em Espanha há três estabelecimentos já com o novo conceito, que também chegou às Filipinas e à Tunísia.

“O parque atual de lojas é bastante moderno e não temos como objectivo remodelar tudo. Será um processo normal”, afirmou Joana Ribeiro da Silva.

Os planos para o mercado nacional passam por abrir entre três a cinco novas unidades este ano e reforçar a presença em Lisboa. O investimento previsto é de, pelo menos, três milhões de euros. “Estamos à procura de localizações”, continua. Em Portugal e em Espanha a Sonae SR detém todas as lojas; nos restantes mercados entra com parceiros locais em regime de franchising. Questionada pelo PÚBLICO, Joana Ribeiro da Silva, adiantou que para já não há intenções de alargar o formato de franchising ao mercado nacional e espanhol, mas nada está fechado.

Quanto às vendas online, estão a registar “volumes interessantes”, sobretudo, em época de saldos.