“A Contisystems sempre apostou e investiu na segurança”

Assumindo a ambição de continuar a desempenhar um papel fulcral no modo como as marcas se relacionam com os seus clientes finais, da Contisystems poderá esperar-se um contínuo compromisso com a evolução da comunicação e da gestão dos documentos dos seus clientes. Quem o diz é Pedro Caravana, CEO da Contisystems, numa entrevista à Revista Pontos de Vista.

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A Contisystems apresenta-se como uma especialista em analisar, planear e implementar processos de suporte á comunicação. Fundada há cerca de cinco décadas, esta empresa sempre esteve ligada à segurança de documentos. Com os avanços tecnológicos, houve a necessidade de se reinventar. Hoje quem é a Contisystems?
A Contisystems, antes do reposicionamento, chamava-se Contiforme. O avanço tecnológico dos últimos quatro anos fez-nos repensar a estratégia. A empresa tem origens gráficas, mas numa altura em que vivemos uma transformação digital da comunicação, a Contisystems necessitava de ganhar algum awarness na área tecnológica. É hoje uma empresa one stop shop para a comunicação multicanal de players empresariais.
Tornámo-nos uma empresa end to end nesta área, cobrindo não só a produção dos suportes físicos como a carta e o envelope, bem como, passámos a gerir, enviar e custodiar todo o tipo de documentos eletrónicos. Não abandonámos as linhas de negócio mais antigas porque são ainda muito utilizadas.

Esta empresa foi criada por empreendedores com vários anos de experiência na área das tecnologias de informação. Em Portugal, quando se avança para a criação de um negócio desta natureza, quais são as principais preocupações?
Existem preocupações que são comuns a outros negócios. Quais as necessidades que identificávamos nos nossos clientes, que competências tínhamos para as satisfazer melhor que os restantes players do mercado. De facto, existem muitos players no mercado com um leque muito vasto de soluções, mas com base nas relações comerciais e operacionais já existentes, a Contisystems conseguiu encontrar uma proposta de valor única para a gestão de uma comunicação multicanal.

Hoje em dia, quais são as prioridades tecnológicas das empresas portuguesas e de que forma a Contisystems, a partir dos serviços que disponibiliza, tem conseguido responder às exigências?
A gestão da informação é hoje em dia uma das grandes preocupações. A transformação digital é cada vez mais o assunto do dia numa comunicação coerente e multifacetada.
A Contisystems disponibiliza aos seus clientes uma solução denominada por DOS (Document Outsourcing Services) que permite de forma integrada a gestão do ciclo de vida do documento, desde o seu desenho ao seu arquivo e consulta. É facilmente integrado em qualquer ponto dos fluxos de dados que suportam a comunicação dos nossos clientes.

A custódia digital e serviços de envio de documentos digitais é um dos negócios com peso crescente na empresa. De que modo é que estes serviços têm permitido que o vosso cliente obtenha vantagens competitivas relativamente à sua concorrência?
Sendo a Contisystems o player escolhido para outras atividades do ciclo de vida dos documentos, como a formatação, aplicação de regras e impressão, a custódia digital e os serviços de envio de documentos digitais vieram preencher as necessidades dos nossos clientes.

Desde a sua génese que a empresa imprime documentos para o segmento financeiro e entidades que precisam de segurança. De que forma a Contisystems tem sido o garante de uma total confidencialidade?
A Contisystems sempre apostou e investiu na segurança. Para além de ser uma organização certificada pela APCER, possui também um certificado da VISA e outro da MasterCard. Ambos exigem um elevado grau de segurança e confidencialidade.

Atualmente, muitas empresas estão a investir em TI para reforçarem a sua competitividade. De um modo geral, quais são as principais necessidades tecnológicas das empresas portuguesas?
Conceitos como o Cloud Computing, Big Data e IoT – fazem cada vez mais parte do nosso quotidiano. Estes conceitos vão fazer com que existam grandes transformações ao nível das infraestruturas de Tecnologias de Informação, por exemplo, a capacidade das próximas gerações de Data Centers (aumento de requisitos de velocidade, eficiência e capacidade de processamento). A tendência será para uma colaboração mais estreita entre o cliente e o provedor da solução.

As empresas têm escolhido o caminho da internacionalização como via para o crescimento estrutural das suas equipas. Na Contisystems esta é também uma realidade? Neste sentido, pesam mais os mercados ditos emergentes ou outros considerados mais maduros, como a Alemanha ou os países nórdicos?
Para crescer a Contisystems avançou para novas áreas de negócio e foi à descoberta de mercados fora de Portugal. Hoje temos clientes regulares em França, Espanha, Angola, Moçambique e Cabo Verde. No entanto, já fizemos projetos pontuais para a Nigéria, Estados Unidos da América, Inglaterra e Guiné.

Para 2016, que projetos esperam ver concretizados? O que podemos continuar a esperar da atuação da Contisystems?
Continuaremos a apoiar os nossos clientes na evolução da sua comunicação e na gestão dos seus documentos. Acredito que vamos ter um papel relevante na forma como as marcas se relacionam com os seus clientes finais. A transformação digital está a afetar definitivamente a experiência de loja e toda a interação com o cliente final.