A Janssen Portugal assume o paradigma no desenvolvimento de medicamentos inovadores, tendo como principal fito a promoção da melhoria da qualidade de vida das pessoas. De que forma tem a Janssen assumido a “função” de ser uma marca completamente direcionada para a proteção das pessoas e da saúde das mesmas?
A Indústria Farmacêutica é uma das mais inovadoras e também uma das que tem aportado mais valor para os doentes e para a sociedade. Os novos medicamentos desenvolvidos pela Indústria Farmacêutica foram responsáveis por grande parte do aumento da esperança de vida da população observada nos últimos 100 anos. Trabalhar na Indústria Farmacêutica é uma enorme responsabilidade, mas também um motivo de realização e de compromisso.
A inovação e o foco nas pessoas são duas características essenciais que marcam a identidade e a cultura da Janssen, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson.
Atualmente, o nosso foco está centrado no desenvolvimento de novos medicamentos em áreas de grande necessidade médica, como são a Hemato-Oncologia, a Imunologia, as Neurociências, a Infeciologia e as Doenças Cardiovasculares e Metabólicas.
A Janssen possui um dos pipelines mais inovadores e diversificados dentro da Indústria Farmacêutica e a sua capacidade de desenvolver e disponibilizar soluções terapêuticas tem sido amplamente reconhecida a nível global. A título de exemplo, recentemente, e pelo 4º ano consecutivo, a J&J (e a Janssen) foi distinguida pela IDEA Pharma como a companhia mais bem-sucedida no desenvolvimento e na comercialização de novos medicamentos.

Será legítimo afirmar que a vossa orgânica e missão está sustentada, também, nas relações de parceria e proximidade que possuem com doentes, comunidade médica e outros stakeholders? Qual a importância desta “rede” para o sucesso da Janssen?
Conforme refletido no “Nosso Credo” que traduz a nossa missão e o nosso sistema de valores enquanto empresa do grupo J&J, a nossa primeira prioridade são os doentes.
Além disso, acreditamos que enquanto Janssen, devemos ser parte integrante do ecossistema da saúde e isto significa trabalharmos em conjunto com os diferentes stakeholders para melhorarmos a qualidade da saúde dos doentes e da população, incrementarmos as competências e qualificações dos profissionais de saúde e aumentarmos o valor e a competitividade de Portugal nas áreas de inovação e na economia do conhecimento relacionadas com a saúde.

Esta rede e estas parcerias são vitais no desenvolvimento de medicamentos inovadores e diferenciadores? Em que moldes?
Como refere Paul Stoffels, atual Chief Scientific Officer da Janssen a nível mundial, as parcerias na Investigação e Desenvolvimento de novos medicamentos são cruciais e o modelo “fechado” baseado em tecnologias e know-how específicos internos está esgotado.
Atualmente, a produção de inovação científica passa por modelos colaborativos e abertos envolvendo a Indústria Farmacêutica, a Academia, os Centros de Investigação, empresas de biotecnologia, entre outros stakeholders. A forma como a Janssen está organizada em termos de infraestruturas de Investigação e Desenvolvimento reflete essa visão.
A nível global, a Janssen dispõe de 13 Pólos de Investigação dedicados ao desenvolvimento interno de novos medicamentos, em profunda articulação com a academia e grupos independentes de investigação. A estes pólos internos, acrescem quatro Centros de Inovação, que integram equipas multidisciplinares com qualificações na área de investigação básica e clínica nas áreas terapêuticas prioritárias da organização, especialistas em investimentos de capital de risco, peritos em patentes.
A missão destas equipas consiste na identificação de oportunidades de parceria no desenvolvimento de novas tecnologias que possam resultar em inovações terapêuticas relevantes para o doente e para a sociedade. Hoje em dia, cerca de 50% dos medicamentos em desenvolvimento pela Janssen foram, inicialmente, desenvolvidos por entidades externas. Isto é o resultado do sucesso da nossa estratégia de Inovação Aberta.

A Janssen assume-se como um dos principais players ao nível da investigação farmacêutica mundial. Em Portugal, de que forma é que a Janssen tem na Inovação o seu principal «cartão de visita»?
Em Portugal, o volume de ensaios clínicos realizado está ainda aquém do potencial do país, mas observa-se já uma ligeira tendência de crescimento, a qual é preciso consolidar e acelerar.
Nos últimos anos, têm sido implementadas algumas medidas importantes para aumentar a competitividade do país na atração de novos ensaios clínicos. Para que um país possa ser competitivo na área de investigação clínica num contexto internacional, são necessárias equipas de investigação preparadas e competentes, processos de avaliação e aprovação eficientes, elevado nível de qualidade na geração de dados e fiabilidade no cumprimento dos objetivos de recrutamento assumidos.
A Janssen tem trabalhado junto das equipas de investigação locais e dos centros de decisão internacionais para incluir Portugal nos programas de desenvolvimento clínico dos nossos medicamentos.
Temos igualmente realizado um trabalho de prospeção de novas tecnologias na área da saúde, a nível nacional, em articulação com o Centro de Inovação da J&J em Londres. Portugal dispõe de excelentes profissionais e centro ligados à investigação básica, quer a nível académico, quer em institutos independentes. Existe igualmente um número crescente de start-ups na área da saúde, e um ambiente altamente estimulante para o empreendedorismo e inovação na área da saúde.
A J&J, através dos seus Centros de Inovação, tem atualmente cerca de 400 acordos de parceria com empresas de biotecnologia e centros de investigação a nível global. Queremos que, no futuro, Portugal possa estar na rota das nossas histórias de sucesso.

De que forma é que essa aposta concreta e clara na Inovação tem dado resultados visíveis no domínio da investigação e desenvolvimento de medicamentos, potenciadores da melhoria da saúde em Portugal?
A Janssen tem um dos pipelines mais valiosos e inovadores na Indústria Farmacêutica a nível global. Não obstante os extraordinários progressos científicos nas últimas décadas, existem ainda muitas áreas de necessidade no desenvolvimento de novas soluções terapêuticas.
Em Portugal, a Janssen comercializa medicamentos em áreas de grande impacto em termos de saúde pública, das quais destacaria as doenças mentais, a infeção VIH/SIDA, as doenças imunológicas e a hemato-oncologia.

Esta aposta na Inovação em Portugal é fruto de uma estratégia delineada a nível global por parte da marca? É importante que a marca seja reconhecida com este cariz inovador e diferenciador?
A inovação faz parte dos nossos genes e esse facto tem um impacto na nossa forma de estar e de agir enquanto companhia a nível global e também em Portugal. Esse cariz inovador e diferenciador traduz-se não só nas inovações terapêuticas que produzimos, mas também nas nossas estratégias de Inovação Aberta, na utilização de novas tecnologias para geração e partilha de conhecimento. O mundo está em rápida transformação e enquanto companhia é fundamental acompanharmos e anteciparmos as mudanças.

José Antunes
José Antunes

Pela sua experiência e conhecimento, quais são as tendências futuras do setor dos cuidados de saúde?
Acreditamos que num futuro próximo, o mundo dos cuidados de saúde será constituído por doentes informados, que exigem ter acesso aos melhores tratamentos disponíveis.
As novas tecnologias estarão cada vez mais integradas na prestação de cuidados de saúde e na melhoria da efetividade das intervenções terapêuticas. As tecnologias de informação e o “big data” serão amplamente utilizados na geração de conhecimento, no suporte à decisão clínica e na otimização da utilização de recursos.
Os modelos de Inovação Aberta serão a regra e as novas soluções terapêuticas serão desenvolvidas através de parcerias entre a indústria, a academia, as entidades governamentais, profissionais de saúde e doentes. Caminharemos para uma medicina mais personalizada em que as terapêuticas serão selecionadas de acordo com as características de cada doente individual. Os biomarcadores permitirão selecionar populações que podem beneficiar de medicamentos específicos.
Será, seguramente, um mundo mais complexo e mais tecnológico, no qual será essencial trabalhar lado a lado com os stakeholders em benefício dos doentes e da sociedade.

Mais Saúde, Mais Futuro. De que forma é que a Janssen personifica este lema?
Colaboramos com o mundo para a saúde de todos. Este lema da Janssen está interligado com a questão de mais e melhor saúde no futuro. A título de exemplo, a Janssen e as restantes companhias do grupo J&J têm trabalhado cada vez mais numa lógica de colaborações e parcerias, tanto internas como externas, com o objetivo de promover a saúde e combater a doença. Acreditamos que a Saúde não é uma fonte de despesa, mas antes um fator de riqueza para a sociedade e que contribui para a prosperidade da mesma em todas as vertentes.

Quais são os grandes desafios e prioridades da marca no futuro? A Inovação é e será sempre o principal componente da Janssen na promoção da saúde a nível local e global?
O grupo J&J, do qual a Janssen faz parte, tem quase 130 anos de história. O nosso sucesso ao longo de todos estes anos tem resultado da nossa integridade, da nossa reputação, da nossa capacidade de antecipação e adaptação às novas realidades na área da saúde e da produção de inovação com valor para o doente e para a sociedade. Investimos em inovação de vanguarda trabalhando para prevenir, intercetar e tratar a doença. Acreditamos na inovação aberta e em novos modelos de colaboração com os diferentes stakeholders no desenvolvimento e disponibilização de soluções terapêuticas. Acreditamos também que devemos ter um papel importante no incentivo à economia do conhecimento e na identificação de propostas que possam contribuir para o combate à doença e para promover uma sociedade mais saudável, mais produtiva e com melhor qualidade de vida.