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Fabrimetal: um contínuo compromisso com o povo angolano

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Fabrimetal: um contínuo compromisso com o povo angolano
Luís Diogo

No rápido desenvolvimento das infraestruturas de Angola, na criação de emprego, no apoio ao crescimento do setor da construção e na diminuição da poluição ambiental, a Fabrimetal tem procurado estar nas principais linhas da frente?
Nós acreditamos que temos feito o nosso trabalho e de forma muito comprometida com Angola. Empregamos hoje cerca de 450 colaboradores nacionais, e apesar da crise não demitimos qualquer trabalhador. Em 2015, aumentámos em 15% a massa salarial e este ano já efetuamos um ajustamento no subsídio de transporte. Produzimos um produto, com qualidade, que gera um valor acrescentado significativo à economia nacional, pois trata-se de um produto de base para o setor da construção civil. Além disso, concluímos recentemente a implementação de um sistema de controlo de poluição e estamos a aumentar os espaços verdes na fábrica.

De que modo têm conseguido antever as necessidades do mercado, de modo a conseguirem dar uma resposta imediata e adequada às solicitações que vão surgindo?
Temos vindo a reforçar a nossa capacidade produtiva, estando neste momento com uma capacidade mensal de 7.000 tons/mês, não obstante a crise que Angola atravessa. Debatemo-nos ainda com algum receio ou diria mesmo desconhecimento de alguns players que continuam a colocar bastantes entraves à produção nacional, apesar de cumprirmos na íntegra os standards internacionais ao nível do processo produtivo. A nossa aposta continua a ser na qualidade do produto e no reforço dos conhecimentos do nosso capital humano.

Num país que, apesar dos avanços dos últimos anos, continua a estar em reconstrução, ainda existem fortes privações e debilidades. Quais continuam a ser as principais carências de Angola que afetam significativamente a vossa atividade, enquanto Produtor Nacional?
Efetivamente foram dados fortes avanços mas esta crise que estamos a viver evidenciou ainda mais fortes debilidades que persistem. Todavia entendo que despertou “adormecidos”. No nosso caso particular, temos ainda problemas graves ao nível do fornecimento de energia à fábrica pois o funcionamento da mesma com recurso a geradores é economicamente inviável. Sem energia não conseguimos produzir e sem produção não conseguimos satisfazer os nossos clientes, colocando em causa a própria sobrevivência da empresa. Teremos de fazer investimentos adicionais para garantir o fornecimento contínuo de energia! Entendemos que deve ser feito um esforço adicional no sentido de serem criadas as condições para que a indústria nacional possa continuar a crescer.

Em qualquer organização os recursos humanos desempenham um papel fulcral. Na Fabrimetal, que políticas de desenvolvimento do vosso capital humano têm sido desenvolvidas? Na vossa atuação, a formação contínua ocupa um dos lugares cimeiros?
O capital humano para nós reveste-se de primordial importância. Temos neste momento em curso/execução o plano anual de formação, que decorrerá durante o corrente ano, cuja formação in-job, irá cobrir cerca de 90% do nosso quadro de pessoal. Além da formação completamos também uma parceria com uma entidade de saúde, que além de nos garantir uma melhor gestão dos sinistros de trabalho, irá proporcionar uma formação exaustiva ao nosso pessoal interno afeto ao nosso Posto Médico e também, em caso de necessidade, providenciará cuidados de saúde aos nossos trabalhadores. De forma complementar, estamos também a melhorar as condições de trabalho, com a construção de um novo balneário e de um novo refeitório.

Apesar de estar na vanguarda dentro da área em que atua, a Fabrimetal não coloca nunca de lado a vertente da responsabilidade social. O que têm procurado fazer a este nível? Neste sentido, qual tem sido a importância da vossa plataforma de Responsabilidade Social Corporativa?
Ao nível da responsabilidade social temos feito algumas ações que julgamos serem de primordial importância. Saliento a doação de um camião com 30 toneladas de aço e alguns colchões para a população da Província de Benguela, quando esta foi assolada pelas cheias em 2015. Durante o mês de fevereiro do corrente ano providenciamos a vacina da Febre Amarela a todos os colaboradores. Temos planos para fazer mais ações durante o corrente ano.

Mais do que numa busca pelo retorno imediato dos seus investimentos, qual tem sido a postura das empresas portuguesas no mercado angolano? Dentro da sua visão, neste universo empresarial e na senda da responsabilidade social, há uma espontânea preocupação em fazer a diferença nas comunidades com as quais se envolvem?
A postura da maioria das empresas, aquelas que ainda se mantêm, tem sido de investimento contínuo com uma visão de longo prazo. Congratulo-me hoje por representar uma empresa que, apesar de não ter capitais portugueses, tem uma postura de longo prazo, de compromisso com o povo angolano.
A longa permanência que já tenho neste mercado permite-me hoje afirmar que as empresas portuguesas são as que, na economia real, mais apostam neste mercado. Se olharmos para o setor industrial de Angola, facilmente poderemos verificar que o maior número e com mais antiguidade no mercado são empresas de capital português ou misto (parcerias entre portugueses e angolanos).

Para o decorrer deste ano, que objetivos serão realizados para que a Fabrimetal se continue a afirmar como “o seu parceiro no aço”?
Pretendemos manter sempre os princípios fundamentais que estão no ADN da empresa e do grupo a que pertence. Ética e honestidade na condução dos negócios e uma contínua aposta na qualidade do produto e na valorização do capital humano.
Temos noção que este ano será difícil, teremos de ser prudentes e também resilientes, sem, contudo, deixar de aproveitar as oportunidades que surjam. A nossa postura no mercado é muito transparente e os clientes sabem valorizar isso! Pretendemos este ano concluir a Certificação ISO 9001 e o processo de Acreditação dos nossos laboratórios junto do IAC – Instituto Angolano de Acreditação.