No sentido de contextualizar o nosso leitor, quando foi edificada a Decisão Essencial e de que forma tem vindo a percorrer um rumo assente em pilares como o rigor, a excelência e a qualidade?
A Decisão Essencial tem a sua origem em 1991, num projeto iniciado precisamente com os mesmos sócios.
Sendo desde logo um projeto direcionado para a prestação de serviços nas áreas da Contabilidade, Fiscalidade e Apoio à Gestão, obrigatoriamente exigimos a nós próprios, desde sempre, uma especialização e conhecimentos técnicos muito elevados e em constante atualização, o que é basilar para desempenhar com o máximo rigor as funções que nos são exigidas.
Esse rigor, está intimamente ligado aos princípios éticos regulados pela nossa Ordem Profissional e aos princípios éticos e morais que devem reger as relações entre as pessoas, sejam singulares ou empresas, pelo que é dessa forma que pautamos a nossa atuação no mercado.
Aquilo que exigimos à nossa equipa é o foco integral no cliente e nas suas necessidades, bem como o empenho e a responsabilização total relativamente a tudo o que fazem. Desta forma, garantimos a diferenciação pela elevada qualidade do nosso produto final, o que nos permite estar em constante perseguição daquele que é o nosso objetivo diário e continuado: a Excelência dos nossos serviços!
Este percurso, tem-nos trazido o reconhecimento do mercado, traduzido num crescimento sustentado e num elevado nível de fidelização da atual carteira de Clientes.

Assumem-se como uma marca com um posicionamento diferenciado no apoio efetivo à gestão do negócio das empresas. Que posicionamento é este e de que forma marca a diferença?
A nossa estrutura está concebida de forma a ser possível assegurar o apoio aos nossos Clientes na gestão dos seus Negócios.
Tentando concretizar: apesar de não sermos uma estrutura excessivamente pesada, a nossa dimensão permite que os Sócios da Decisão Essencial, em condições normais e correntes, estejam libertos, a maior parte do seu tempo, de funções de cariz executivo, o que lhes permite fazer o acompanhamento personalizado da evolução de cada um dos clientes.
Temos ferramentas desenvolvidas, baseadas na realidade-tipo dos nossos clientes, que produzem análises económico-financeiras direcionadas para os decisores de cada uma das empresas nossas Clientes.
Essa informação, de leitura e interpretação facilitadas, é-lhes fornecida mensalmente, tendo por base a nossa experiência e know-how. Com este apoio, os nossos Clientes conseguem tomar decisões informadas e atempadas, baseadas na sua realidade, e não na realidade do colega, do amigo, ou da imprensa.
Em função dos elementos que nos vão sendo transmitidos, e com o conhecimento que temos do mercado, esta forma de estar marca a diferença em relação á esmagadora maioria das empresas que atuam no mercado nesta área e que acabam por não ter ou a disponibilidade ou o conhecimento necessário para prestar um apoio tão efetivo à Gestão do Negócio da Farmácia.

Quais são as principais áreas em que atuam? Existe alguma que tenha maior preponderância do que as outras no vosso volume de negócios? Se sim, qual? De futuro é possível estarem presentes noutros segmentos de atuação?
A Decisão Essencial intervém nas áreas da Contabilidade, Gestão Administrativa dos Recursos Humanos, Fiscalidade, Consultoria de Gestão e apoio no processo de Aquisição ou Venda de Farmácias, dentro das nossas áreas de especialização, evidentemente.
A área a que temos dedicados mais meios materiais e humanos é a da Contabilidade, onde contamos com 12 pessoas. Relativamente à vertente relacionada com a Gestão Administrativa dos Recursos Humanos, contamos com 2 pessoas, que desempenham funções exclusivamente nessa área.
Temos ainda uma pessoa de características mais operacionais, que nos apoia junto das entidades externas com quem vamos tendo que nos relacionar, e que trata dos contactos comerciais da empresa.
Por fim, estão os dois sócios, que acabam por prestar apoio interno a todas as áreas, acompanhar o Negócio dos Clientes e abraçar solicitações e projetos pontuais que vão surgindo, por exemplo, na área da Consultoria de Gestão a Farmácias que não são nossas Clientes da Contabilidade, ou na elaboração de “business-plans” para Clientes que pretendam adquirir uma Farmácia e, por exemplo, necessitam de se financiar junto da banca, ou prestar apoio a um Cliente no processo de venda ou compra de uma Farmácia, nas vertentes Contabilística e Fiscal.
No que respeita ao volume de negócios, a sua quase totalidade diz respeito à prestação de um serviço global, que inclui a vertente contabilística, fiscal, apoio aos recursos humanos e todo o apoio à gestão do negócio.
Neste momento encaramos a possibilidade de intervir de forma muito direcionada e muito especializada na área da Fiscalidade e da consultoria de Gestão, independentemente do serviço de Contabilidade, alargando a disponibilidade da nossa experiência e do nosso “saber-fazer” a Farmácias que não façam parte do nosso universo de Clientes do serviço global, que inclui a Contabilidade.

Porquê a aposta no setor das Farmácias? De que forma prestam esse suporte no domínio do universo das farmácias?
Esta aposta clara e bastante focada no setor das Farmácia remonta ao final de 2005. Desde essa altura a nossa estratégia foi montada no sentido de desenvolver e consolidar o máximo conhecimento de todo o setor, de todos os seus “players” e de todas as vertentes nucleares para este tipo de Negócio, que, contra tudo o que se possa acreditar ou imaginar, tem as suas características próprias, as suas especificidades e exigências distintas de outro tipo de Cliente.
Essa aposta foi ganha, e todo o conhecimento acumulado de uma forma transversal ao setor tem-nos permitido sentir, quase que por antecipação, as necessidades dos proprietários de Farmácias, ajudando-os a atravessar um período extremamente conturbado no setor, ultrapassando diversos obstáculos, e mantendo os seus negócios com alguma estabilidade e com níveis mínimos de rentabilidade.
As Ferramentas de apoio à Gestão por nós desenvolvidas, em permanente evolução, refletem os pontos-chave, numa perspetiva económico-financeira, que necessitam de ser continuamente monitorizados, por forma a evitar que a situação, sobretudo financeira, da Farmácia se deteriore, provocando depois a derrocada da vertente económica.
Como é evidente, o nosso papel e a nossa intervenção são fulcrais, pois a zona de conforto de um Farmacêutico, por norma o proprietário da Farmácia, não se situa propriamente em temas de índole Financeira, pelo que o nosso papel não deve, nem pode, limitar-se ao envio da informação às pessoas. Temos de analisar, alertar, promover reuniões, para que a interpretação da informação seja efetuada de uma forma correta e que efetivamente contribua para o bom andamento do Negócio.

Paulo Raposeiro
Paulo Raposeiro

Em que moldes promovem esse apoio/suporte às Farmácias que, como se sabe, representam um setor vital para a economia nacional?
O nosso foco, tal como a frase que acompanha o nosso logotipo, é a saúde dos negócios dos nossos clientes.
Claramente procuramos fazer uma “ponte”, uma ligação, entre a área de atuação dos nossos Clientes e a nossa própria área de atuação.
Costumo muitas vezes, em tom de brincadeira, referir que nós temos de nos preocupar com a Saúde dos Negócios dos nossos Clientes, enquanto que os nosso Clientes, as Farmácias, tomam conta da Saúde dos seus Clientes/Utentes!
Na realidade é um binómio que tem funcionado extremamente bem. Os anos de 2011, 2012 e em boa parte 2013 foram muito duros para o setor em geral, e para os nossos Clientes em particular.
Houve que tomar decisões difíceis, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista pessoal, houve que prescindir de muita coisa que se fazia ou se tinha, houve que reinventar processos, houve muito trabalho, muita instabilidade, houve pessoas que deixaram de acreditar!
Nós, entre dilúvios, tempestades, momentos muito difíceis, estivemos sempre lá, nunca arredámos pé e nunca desistimos dos nossos Clientes, nem do setor.
Nos dois últimos anos, tenho visitado e conversado com largas dezenas de Farmácias que ainda não são nossas Clientes e tenho-me apercebido da gritante falta de apoio especializado no Negócio que os proprietários das Farmácia ainda hoje têm! É assustador!
Contudo, existe uma grande resistência à mudança e aquilo a que vou assistindo e me vai sendo transmitido é que, de facto, as pessoas têm a noção disso, mas a inércia é elevada, e uma mudança de fornecedor deste serviço é sempre uma situação desconfortável, pois trata-se de uma área sensível, onde os laços pessoais se vão criando e consolidando, tornando a decisão dificil.
Este tem sido o nosso percurso, por um lado junto dos nossos Clientes e por outro indo ao mercado, tentando divulgar junto das Farmácias as nossas valências e as áreas onde as podemos ajudar a melhorar, por forma a garantir a sustentabilidade e a viabilidade do seu Negócio.

O setor das farmácias é apenas um de entre os vários que estão presentes. É importante perceber cada setor, para assim providenciar as respostas efetivas e corretas às singularidades de cada setor? Isto «obriga-vos» a criar soluções à medida de cada cliente e setor?
A nossa presença na Expofarma deve-se exclusivamente ao facto de este ser um evento e um local privilegiado para o contacto com as Farmácias.
Não temos a intenção de criar qualquer tipo de solução para outro tipo de Cliente ou Setor, pelo menos no âmbito desta exposição.
Estaremos focados apenas no setor Farmácia.

De 14 a 16 de abril realiza-se mais uma Expofarma, no Centro de Congressos de Lisboa, onde a Decisão Essencial estará presente. Porquê esta aposta? O que pretende ao estar presente neste evento?
Ao longo dos últimos anos, tem sido hábito eu marcar presença nos principais eventos do setor.
Considero prioritário estar em sintonia com o que acontece, perceber as tendências, as preocupações, os anseios do Setor, e, consequentemente, efetuar a minha própria análise, no sentido de perceber de que forma nos podemos reinventar e readaptar, de seguir essas tendências, de ir ao encontro das preocupações e de poder contribuir para minorar ou resolver os anseios das Farmácias.
Portanto, basicamente a nossa intenção é estar presente, “sentir o pulso” ao setor, assistir, ao vivo e a cores, ao evento, mas desta vez, e ao contrário de outros anos, no papel de expositor.
Queremos ter condições para reencontrar velhos conhecidos e amigos, descobrir novos, falar com as pessoas, explicar-lhes o que fazemos, como fazemos, e o que podemos alcançar.
É o culminar de uma estratégia que nos tem permitido estar muito mais próximos do mercado, mas aqui junto de muito mais pessoas em muito menos tempo!
Vai ser stressante querer falar com toda a gente e não haver tempo para isso, mas ao mesmo tempo vai ser um stress positivo, e muito, muito bom!

Pretendem apresentar alguma novidade ao setor na Expofarma? Se sim, qual será?
É possível que sim…Até já levantei um pouco o “véu”. No entanto, novidades são novidades… Se forem reveladas antes do momento certo, deixam de o ser, certo?
Mas posso dizer que as novidades poderão passar pela dissociação da prestação de alguns serviços da prestação do serviço de Contabilidade e que esses serviços poderão ser de grande interesse e utilidade para a Farmácia, não sendo assim necessário sair tanto da zona de conforto.

De que forma está a Inovação ligada à vossa orgânica e dinâmica? É um pilar essencial para o vosso crescimento?
No mundo empresarial, quem não inova, estagna, e quem estagna, não cresce. E empresa que não promove o seu crescimento, não se autossustenta e, consequentemente, terá tendência para definhar e morrer.
Não tem sido, nem é, de todo, essa a perspetiva que temos para a Decisão Essencial.
Temos tido ao longo dos anos a constante preocupação em estar na linha da frente em termos tecnológicos, tanto na vertente de ferramentas informáticas, como no que respeita a formas de comunicação, organização e estrutura interna, de procura de novas formas de fazer as coisas, mais eficazes e de maior utilidade para os nossos Clientes.
Sem estar constantemente em busca da evolução, da melhoria, do crescimento, ficamos com falta de ar e, como sabe, sem ar não se respira e morre-se.

O que podem esperar os parceiros/clientes da Decisão Essencial, quando se juntam à mesma?
Quando uma Farmácia decide sair da sua “zona de conforto” e juntar-se ao projeto da Decisão Essencial tem, garantidamente, à sua espera, uma equipa que domina todas as especificidades do seu negócio, seja ao nível da Contabilidade, da Fiscalidade, ou dos Recursos Humanos. As nossas valências e experiência acumulada permitem abordar todas as questões envolvendo estas áreas, de uma forma positiva e construtiva.
Isto, por vezes, é um processo um pouco “doloroso” para a Farmácia, pois uma parte dos elementos de que necessitamos para realizar bem o nosso trabalho, na grande maioria das situações, não lhes eram solicitados, pelo que vão ter de se adaptar, logo desde o início, a um nível de exigências que anteriormente não existia.
Ultrapassada essa fase, têm a garantia de um trabalho elaborado tecnicamente de forma correta, respeitando a aplicação de todos os princípios contabilísticos e fiscais, e, no final, a “cereja no topo do bolo”: é disponibilizada informação, mensalmente, que lhes permite, em pouco mais de 5 minutos, perceber qual o rumo que o seu negócio está a seguir e, à distância de um telefonema ou do agendamento de uma reunião, poderem colocar as suas dúvidas a alguém que está perfeitamente sintonizado com a sua realidade, sobre a informação que estão a receber e a analisar, bem como sobre as decisões que tenham de tomar no curto e médio prazo sobre a gestão do seu negócio.

Quais são os grandes desafios de futuro da Decisão Essencial? Quais as principais prioridades?
Os principais desafios com que nos deparamos atualmente, com uma intensidade elevadíssima, prendem-se sobretudo com alterações de índole Fiscal, de exigências declarativas, quer ao nível da introdução de novas obrigações, quer de alterações profundas no que já existia.
O nível de complexidade na Fiscalidade tem aumentado exponencialmente ao longo dos anos, mas sobretudo nos mais recentes, o que tem também conduzido a um aumento das exigências por parte da Autoridade Tributária.
O aumento das necessidades de receita fiscal tem levado a um nível acrescido de controlo, o que tem vindo a ser facilitado, ao longo dos últimos tempos, com o aumento da informatização de processos e o consequente aumento da possibilidade de cruzamento de diversos tipos de informação.
A Autoridade Tributária, legitimamente, diga-se, aumentou o seu nível de exigência, colocando hoje, com muito maior frequência, questões aos contribuintes, que têm de ser respondidas em tempo útil.
Tem assim aumentado a conflitualidade entre a Autoridade Tributária e os Contribuintes, o que nos tem desafiado no sentido de procurar soluções que permitam evitar essa litigância, dando respostas atempadas e em cumprimento dos requisitos legais, de forma a poder evitar qualquer tipo de conflito aos nossos Clientes.
A principal prioridade que temos neste momento é o aumento da capacidade de resposta às questões que nos são levantadas no âmbito da Fiscalidade. Nesse sentido, tomei recentemente a decisão de frequentar uma Pós-Graduação em Fiscalidade, o que certamente será muito útil quer para a Decisão Essencial, quer para os nossos Clientes, a curto prazo.
Por outro lado, sentimos a necessidade de estar constantemente atentos a todo tipo de alterações de caráter político ou legislativo que possam ter impacto direto na vida dos nossos Clientes.
Não nos podemos esquecer que o principal “Cliente” dos nossos Clientes é o Estado, através das comparticipações nos medicamentos, que paga através do Serviço Nacional de Saúde, pelo que todas as alterações no panorama politico nacional podem sempre vir a ter, mais cedo ou mais tarde, impacto no Setor, obrigando, mais uma vez, a que todos os “players” se readaptem e se reinventem, no sentido de poderem garantir a sobrevivência e a viabilidade dos seus negócios.