“A Americana é uma empresa de 1957 que lentamente foi dando os seus passos até ao presente, com alguns momentos menos bons mas, ultimamente, com um crescimento sólido”. As palavras de António Sousa, Presidente da Administração da Americana S.A., apresentam uma empresa que, apesar das dificuldades sentidas no mercado nacional, tem sabido encontrar alternativas eficazes que justificam o sucesso que tem conquistado. Sucesso que acaba por fazer jus à origem do nome desta empresa, inspirado nos sucessos conquistados pela América nessa época.
Olhando para o passado são vários os momentos que se destacam ao longo de sensivelmente seis décadas de existência. Desde a abertura de lojas (hoje sete) e a criação do armazém, aos primeiros passos na importação e exportação e ao início da distribuição nas grandes superfícies comerciais, a Americana ganhou dimensão e tornou-se uma referência nacional como uma das empresas mais competitivas nesta área de negócio, nomeadamente da venda de artigos de papelaria, livraria e escritório. Uma forte aposta focou-se, efetivamente, na parceria com as grandes superfícies comerciais. “Trata-se de um negócio difícil de gerir uma vez que estamos em contacto com pessoas que sabem muito bem o que fazem e o que querem e, por isso, temos de ter o conhecimento necessário para que tudo funcione bem e oferecer um produto que entusiasme”, explicou António Sousa. Tem sido precisamente esta adaptabilidade às exigências dos negócios e dos mercados que tem permitido que a Americana esteja continuamente no grupo da frente.
Tendo como negócio base a venda de material para escritório, a atividade não se esgota nesta área. Com livrarias, centros de cópias, tabacarias e papelarias, António Sousa divide o momento atual em duas principais “modas”: a raspadinha e as manualidades. Além disso, falar em papelaria não se reduz a um simples caderno, uma pasta de arquivo ou uma mochila. Hoje a originalidade não tem limites e a Americana tem sabido renovar-se, acompanhando tendências e sendo uma das maiores especialistas da área para este tipo de soluções.

Atuar no mercado nacional
Com a quebra da natalidade, a perda da capacidade de alguns operadores e a redução dos custos nas empresas, operar apenas no mercado nacional pode ser uma tarefa hercúlea. Daí que a empresa tenha investido noutros mercados para contornar as dificuldades sentidas no mercado interno, embora António Sousa tenha noção de que em Portugal o setor das manualidades e belas artes tem crescido, ao passo que o segmento do material de papelaria e escritório se mantem estável.
Saindo da sua zona de conforto, a Americana acompanha ainda as tendências dos mercados. Como tal, levando na “bagagem” uma variedade e disponibilidade de gama e um serviço competente, a empresa exporta para Angola e Moçambique. Contudo, as vicissitudes atuais sentidas nestes mercados, com especial enfoque no angolano, desaceleraram o investimento. “Angola já foi um canal interessante mas neste momento deixamos de contar com esse número. Estamos atentos mas para já está estagnado”, revelou António Sousa.
Se na exportação a empresa se tem centrado nestes principais mercados, a Americana trilhou um caminho próprio no campo da importação, centrando-se essencialmente em países europeus, um contínuo paradigma de qualidade. “Vendemos, representamos e distribuímos marcas fabricadas cerca de 80% na Europa”, salientou o responsável. Continuando atenta ao que se passa no mundo, o objetivo continuará a ser caminhar com passos firmes e sólidos, fortalecendo a atuação nos mercados onde já estão presentes e, para tal, a Americana sabe que pode contar com uma equipa totalmente dedicada.

António Sousa
António Sousa

O segredo são as pessoas
O facto de a Americana estar hoje entre as principais empresas do setor poderá justificar-se pela qualidade do serviço e do produto mas a responsabilidade é, acima de tudo, da equipa de trabalho. A aposta na pouca rotatividade de pessoal reflete-se diariamente no negócio e essa continuará a ser a chave deste sucesso. Se, por um lado, a Americana conta com colaboradores que vestem esta camisola há 40 anos, por outro lado há um investimento em colaboradores novos. Neste sentido, na perspetiva de António Sousa, a Americana “não procura apenas doutores. Queremos, acima de tudo, pessoas bem intencionadas e que gostem de produzir”. Hoje com 88 colaboradores, com uma faturação que ronda os 16 milhões de euros, é certo que a empresa tem sabido escolher. “Não é só uma questão de sorte. Temos que ter o conhecimento para acertar nas pessoas que queremos a trabalhar connosco porque basta uma peça não estar bem colocada para que o processo não entre no ritmo adequado”, explicou. Sem complicadas regras de recrutamento, a Americana é exatamente isto: uma empresa que funciona graças a uma equipa profissional, experiente e motivada.

“Estamos no caminho certo”
Foram 1509 as PME que estiveram entre as melhores das melhores e que foram distinguidas com o estatuto de PME Excelência, um selo de reputação criado pelo IAPMEI em parceria com o Turismo de Portugal e a Banca. Mais uma vez, entre elas está a Americana. “A excelência não é para todas as empresas mas é apenas um sinal de que estamos no caminho certo. É uma responsabilidade e não tem nada de mais acrescido. Os nossos clientes escolhem-nos, gostam do nosso trabalho e as nossas equipas são competentes. Ser PME Excelência é isso”, defendeu António Sousa que admite ainda não ser de todo objetivo central da empresa “perseguir” este estatuto. “De uma forma muito natural chegamos ao final do ano e os bancos dizem-nos que atingimos determinado valor”, acrescentou.
Este sucesso no negócio só se atinge quando se tem conhecimento, o que, para António Sousa, nem sempre acontece no seio empresarial português. “É preciso que um gestor se interesse por um mundo de aspetos que envolvem o negócio, desde a concorrência às boas relações com fornecedores e parceiros. Não se pode pensar que tudo é fácil. É preciso perceber e saber responder às perguntas difíceis”, disse o administrador.
Sabendo que “o negócio pode nascer para todos mas nem todos têm a capacidade para dar conta do mesmo”, António Sousa deixa, por fim, uma mensagem direcionada à alma do seu negócio: “a Americana existe há muitos anos e os colaboradores são os elementos mais importantes para o sucesso. Contamos convosco e podem sempre contar connosco porque a empresa continuará sempre a ter uma postura correta e séria”.

Americana Papelarias em síntese:
– Criada em 1957;
– Armazenista de papelaria;
– Importadores;
– PME Excelência 2014 e 2015;
– Cerca de 80 colaboradores;
– Cem mil referências em stock;
– Aproximadamente 20 mil clientes;
– Tem sete lojas (Leiria, Marinha Grande e Batalha) e um armazém (Leiria), onde estão disponíveis mais de cem mil produtos.

O que pode encontrar na Americana Autosserviço?
Todo o tipo de material de escritório e consumíveis de informática, material escolar, embalagem, manualidades, pintura e belas artes. Disponibiliza ainda uma vasta gama de jogos, puzzles, brinquedos e material didático. Direcionados para adultos e crianças, são ainda realizados ao longo do ano workshops, aulas de patchwork/costura, aulas de pintura e de artes decorativas. Aqui existe ainda um centro de cópias que disponibiliza todo o tipo de serviços de cópias e impressões em tamanho A4 e grandes formatos, bem como ampliações, reduções, plastificações e encadernações. Basta enviar o trabalho por email e levantar o trabalho na loja.