Num artigo de opinião na revista Time, Tom Cotton, senador norte-americano pelo estado do Arkansas acredita que a marca Apple não substitui a segurança dos Estados Unidos.

O senador Cotton é da opinião que Tim Cook “está errado” na sua explicação de que desbloquear o iPhone de San Bernardino colocar em causa os “dados de segurança de centenas de milhões” de pessoas porque, diz, “o que está verdadeiramente em jogo é o futuro da nossa [Estados Unidos] habilidade em manter os norte-americanos seguros”.

“Apesar dos protestos de Cook, a Apple não tem base legal para recusar a ordem do tribunal para desbloquear o iPhone do terrorista”, afirma Tom Cotton, acrescentando que “o FBI está a pedir à Apple para desligar um mecanismo de ‘auto-destruição’ do iPhone que apaga toda a memória se a password for colocada incorretamente muitas vezes”.

O senador relembra, depois, que a Apple já ajudou as autoridades em casos semelhantes no passado, com a diferença que o sistema operativo era mais antigo. “Em 70 casos anteriores, a Apple ajudou o FBI a desbloquear o iPhone conforme um mandato válido”.

Tom Cotton questiona, depois, o que mudou então. Na sua opinião, mudou a “estratégia de marketing da Apple”. “A Apple construiu o seu último sistema operativo móvel para ser mais resistente a tais desbloqueios. E no final do último ano, a Apple quebrou a sua prática passada tendo recusado diferentes ordem do tribunal para desbloquear iPhones com sistemas operativos antigos – os mesmos sistemas que ajudou a desbloquear no passado”.

“A Apple argumentou em tribunal que consentir com essa ordem iria ‘destruir a marca Apple’ (…). Em suma, a Apple diz que não pode cooperar mais com as investigações porque agora é o seu modelo de negócio”, acusa Cotton, afirmando que a “Apple não está a lutar por privacidade” mas sim “por lucro”.