A hora de ponta de hoje da capital belga e europeia está apenas a ‘meio gás’, mas porque as férias da Páscoa já vigoram entre os funcionários das instituições. O mais visível nos edifícios fechados são os cartazes a informar do alerta laranja, elevado depois dos ataques de há dois dias.

Junto da tal porta do metro de Maelbeek instalaram-se, pelas 09:00 locais (08:00 de Lisboa), poucas equipas de televisão para terem como cenário de fundo a porta encerrada e a placa que indica o nome da estação.

No chão há ramos de flores e velas, lembrando as dezenas de vítimas, que permanecem acesas porque foram encostadas a uma coluna de pedra para ficarem protegidas do vento, que sopra à temperatura de 6º graus.

Outras recordações das tragédias causadas pelas explosões no aeroporto de Bruxelas e no metro estão nas fachadas dos edifícios, com as bandeiras azuis, com as 12 estrelas douradas, a meia haste, e nos poucos pedaços de fitas retirados dos perímetros de segurança e esquecidos no chão.

Num outro acesso à estação de metro, localizada na estrada de Etterbeck, tapumes com a referência ‘polícia’, escrita nas duas línguas utilizadas na Bélgica (francês e flamengo), vedam a entrada, ladeada por placas de vidro partido que serviam de portas até terça-feira de manhã.

De portões já abertos, as grades do pequeno jardim em frente servem de memorial, mais uma vez construídos com flores, velas, também peluches e pequenos pedaços de papel.

Em francês, num desses papéis foi escrito a cor-de-rosa: “O amor é mais forte que o ódio. Pensem nas vítimas e nos seus próximos”.

Também há apelos de “não ao terror” e numa mistura de línguas, como é a cidade de Bruxelas, lê-se numa outra nota: “Sera que les inocentes devem morrir pour case de religião”.

A cidade de Bruxelas, capital da Bélgica e sede da União Europeia e da NATO, foi abalada por dois atentados na terça-feira, com duas explosões no aeroporto de Zaventem e uma na estação de metropolitano de Maelbeek, que provocaram pelos menos 31 mortos e 300 feridos, de acordo com o último balanço, que revê em baixa o número de mortos anteriormente avançado.

Os atentados foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, também conhecido por Daesh, num comunicado em que ameaçou os países que combatem os ‘jihadistas’ com ataques “mais duros e mais amargos”.