Início Nacional Política “Não haverá estabilidade na zona euro se não reduzirmos assimetrias”

“Não haverá estabilidade na zona euro se não reduzirmos assimetrias”

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“Não haverá estabilidade na zona euro se não reduzirmos assimetrias”

António Costa está em visita oficial à Grécia, onde deu uma conferência de imprensa conjunta com Alexis Tsipras e alertou para a necessidade de resolver o “problema estrutural da zona euro”, que, diz, são “as assimetrias entre as diferentes economias”.

“Não teremos estabilidade duradoura na zona euro se não formos capazes de reduzir as assimetrias entre as nossas economias”, garante o primeiro-ministro português, acrescentando que “é necessário dar um novo impulso à convergência das [economias mais frágeis] com as economias mais desenvolvidas”.

“É essa página [de estagnação económica] que temos de virar, percebendo que não é insistindo na aplicação de políticas austeritárias, que não provaram dar resultados em nenhum dos países onde foram aplicadas, que conseguiremos resolver um problema que é estrutural”, esclareceu o chefe de Executivo.

António Costa apelou ainda à necessidade de haver uma “visão comum” sobre o futuro da união económica e monetária”. “Mais do que uma moeda comum, podermos ter uma Europa que seja comummente partilhada por todos nós”, explica.

BPI

Questionado sobre a questão do BPI, António Costa referiu sentir “muita satisfação e agrado” pelo facto de os acionistas do banco terem chegado a “uma solução”. O primeiro-ministro ressalvou que este acordo “reforça a estabilidade do sistema financeiro e demonstra que há um interesse e confiança grande sobre o futuro da economia portuguesa por parte dos investidores estrangeiros”.

Mais ainda, em resposta aos jornalistas, o socialista frisou que nunca esteve em causa a “participação de Portugal na zona euro”. “Nós queremos ser parte da zona euro, nós somos parte da zona euro e nós seremos parte da zona euro”, atira.

“Portugal nunca recolocou em cima da mesa a questão da renegociação da dívida, temos defendido a necessidade de termos um novo equilíbrio entre aquilo que são os recursos alocados ao serviço da dívida, e os recursos que são necessários alocar aos investimentos fundamentais para o crescimento económico, para a criação de emprego e para termos um novo impulso para a convergência da União Europeia”, concretizou.