De acordo com o Museu do Chiado, depois de Daniel Blaufuks, na primeira edição – com “Toda a Memória do Mundo” -, esta segunda edição do Art Cycles, patrocinada pela Sonae, terá como artista convidado Hugo Canoilas, que exibirá o seu novo projeto a partir de 18 de novembro.

Nascido em 1977, Hugo Canoilas tem vindo a desenvolver trabalhos em pintura, escultura, instalação, ‘performance’ e vídeo, nas quais aborda questões do sistema das artes, da história, da natureza, do cultural, das relações de poder, da manipulação da comunicação e da linguagem.

O museu assinala que a linguagem artística de Canoilas é inspirada nas correntes artísticas de ‘neovanguarda’ como a ‘arte povera’, o movimento ‘fluxus’, a poesia concreta, o documentarismo social e o situacionismo estético.

Sublinha ainda que o artista “apresenta um dos percursos artísticos mais interessantes duma geração que retoma as grandes questões entre arte e política”.

Este projeto permite aos artistas selecionados o desenvolvimento de trabalhos que possam constituir uma resposta contemporânea das relações da realidade com a história, num olhar “documental, poético, virtual ou visionário”.

Além da exposição pública no Museu do Chiado, o artista realiza pelo menos duas ‘masterclass’, em diferentes pontos do país, onde existam escolas de arte.

Em 2012/2013, Hugo Canoilas expôs no Museu do Chiado, no âmbito do projeto coletivo “Are you still awake”, em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, com a instalação “D’aprés Nuno Gonçalves — Painéis sem título (vamos ficar todos juntos)”.

O Art Cycles e o Prémio Media Art – ambos com o apoio mecenático da Sonae – têm como objetivo apoiar a criação de projetos de artistas nacionais e internacionais, cuja carreira esteja já consolidada, ou por artistas emergentes, que possam refletir sobre as transformações sociais, paisagísticas, arquitetónicas, históricas e comunicacionais na contemporaneidade.