Depois de vários meses de aproximação, a Uber chegou finalmente ao objetivo financeiro traçado pelo CEO Travis Kalanick desde a criação da aplicação de transportes privados mais famosa do mundo.

De acordo com uma reportagem da Bloomberg, a Uber disponibilizou documentos que mostram a rentabilidade dos transportes no território norte-americano; a tendência de retorno financeiro foi conseguida graças a uma redução dos custos de angariação de clientes e divulgação da marca, apesar de o marketing, serviço de apoio ao cliente e desenvolvimento de software ainda custarem uma parte significativa da margem da Uber em cada serviço.

Em média, cada transporte rendeu cerca de 17 cêntimos aos cofres da Uber, um retorno baixo que assinala um virar de página histórico rumo aos lucros nos Estados Unidos.

Mesmo com os ganhos no mercado de origem, a Uber tem ainda um longo caminho a percorrer noutros mercados importantes, principalmente na China. A concorrência dura da Didi Kuaidi levou a empresa norte-americana a apostar muitos milhões, e os lucros tardam em aparecer. Em todo o mundo, a Uber teve prejuízos de 1,5 mil milhões de euros nos três primeiros trimestres de 2015.