“A EY tem capacidade para apoiar qualquer entidade”

No âmbito dos Sistemas de Incentivo 2020 – Qualificação e Internacionalização das PME, a Revista Pontos de Vista conversou com Francisco Hamilton Pereira, Senior Manager da EY, onde ficamos a perceber o papel da marca sobre esta matéria, sendo que um dos principais desideratos da mesma passa por promover alertas para a oportunidade de financiamento dos projetos de internacionalização e de aquisição de competências, através do recurso aos Sistemas de Incentivos existentes. Saiba mais.

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Marca de renome, a EY é hoje um player conhecido e reconhecido por todos, primando a sua atuação pela excelência, rigor e transparência. Desta forma, que análise é possível fazer do trajeto da marca em Portugal?

Em 2013, em resultado do realinhamento da marca com a nova realidade dos mercados e com os valores fundamentais da firma, procedeu-se a uma alteração da marca para EY. Este foi um exercício estruturado, tendo resultado do trabalho de alguns anos, auscultando clientes e colaboradores e estudando qual deveria ser a nova direção da empresa. O processo levou à redefinição do nosso propósito enquanto empresa – building a better working world – que simboliza a nossa vocação global e o impacto que os nossos serviços têm nas economias e nas sociedades em que nos inserimos. Atendendo a que a marca Ernst & Young sempre beneficiou de uma grande notoriedade, foi feito um investimento significativo para comunicar a alteração da sigla e o novo posicionamento, que tem vindo a colher uma aceitação muito positiva por clientes e parceiros.

Qual tem sido o papel da EY no domínio do Portugal 2020 – Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização das PME? Que análise perpetua deste sistema de incentivos? Quais as mais-valias do mesmo?

O papel EY passa por alertar para a oportunidade de financiamento dos projetos de internacionalização e de aquisição de competências, através do recurso aos Sistemas de Incentivos existentes. Em termos comparativos, o atual quadro comunitário Portugal 2020 reflete uma maior preocupação entre o alinhamento da estratégia das empresas e os objetivos e ambições dos projetos objeto de incentivos. Os processos de candidatura não são simples. No entanto, a possibilidade de suportar uma parte relevante dos custos dos projetos – cerca de metade – através de incentivos não reembolsáveis, serve de catalisador para o aumento da competitividade das PME no mercado global.

Que tipo de apoio presta a EY no âmbito do apoio à Qualificação e Internacionalização das PME?

O apoio da EY envolve a análise do plano de investimentos e a preparação de planos de financiamento dos projetos incluindo o recurso aos sistemas de incentivos mais adequados à tipologia de projetos. Nos casos em que o recurso aos Sistemas de Incentivos à Qualificação e Internacionalização se mostram os mais adequados e verificadas as condições de acesso, a EY apoia as empresas PME nos estudos de suporte necessários e no próprio processo de candidatura, de forma a garantir que a mesma é apresentada com a qualidade e o nível de maturidade adequados. A EY colabora igualmente com as empresas durante toda a execução do projeto, de forma a evitar perdas na efetiva captação dos incentivos e a garantir o cumprimento de todas as obrigações.

De que forma identificam as mais-valias e as lacunas das entidades que vos procuram no apoio a este programa?

Pela experiência em quadros comunitários anteriores, as PME demonstram um nível de conhecimento elevado quanto aos objetivos, formas e exigências dos concursos a incentivos. Não obstante e apesar do potencial dos projetos, não existe, em muitos casos, um nível adequado de maturidade dos mesmos em termos de justificação das opções de investimento que são tomadas, da sua coerência com a estratégia definida, do impacto na viabilidade económica e financeira da empresa. Esta imaturidade dos projetos fica clara quando se verifica que não se conseguem abordar os desafios colocados pelo processo de candidatura.

No domínio da Qualificação e da Internacionalização, qual a capacidade da EY para apoiar o universo empresarial nas diversas fases?

A EY tem capacidade para apoiar qualquer entidade, privada ou pública, que pretenda recorrer aos incentivos atualmente disponíveis em Portugal. Para o efeito, a EY dispõe de uma equipa constituída por profissionais com uma vasta experiência no diagnóstico de oportunidades, estruturação, preparação, formalização e acompanhamento de candidaturas, de várias entidades, dos mais variados setores de atividade.

Do seu conhecimento, de que forma é o Portugal 2020 um meio/sistema fundamental para o crescimento do tecido empresarial português?

O Portugal 2020 constitui-se como o instrumento muito competitivo de estímulo à produção de bens e serviços transacionáveis, à internacionalização da economia e à transferência de conhecimento para o tecido produtivo. Através da atribuição de incentivos reembolsáveis (sem juros ou encargos) ou incentivos não reembolsáveis, é possível às empresas realizarem investimentos estruturais que contribuem para a melhoria da sua posição competitiva e o seu crescimento no mercado global.

As candidaturas estão abertas até ao dia 13 de maio. Até hoje, que análise é possível perpetuar pelas candidaturas analisadas pela EY?

Até 29 de fevereiro de 2016 tinham sido apresentadas cerca de 7.300 candidaturas ao Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, mas apenas 42% das mesmas foram aprovadas. A elevada taxa de insucesso decorre sobretudo da falta de enquadramento dos projetos com as estratégias e domínios prioritários regionais e com o incumprimento dos critérios de elegibilidade dos promotores e dos projetos, nomeadamente as autonomias financeiras mínimas, insuficiência de níveis de exportação pós projeto, insuficiências na criação de postos de trabalho.

O que asseguram às empresas que pretendem apostar neste vetor (Portugal 2020) e procuram o apoio da EY?

A EY propõe uma abordagem integrada desde a deteção de oportunidades até à candidatura e ao acompanhamento da implementação do projeto. A experiência, o know-how e a diversidade da equipa de incentivos da EY permitem potenciar a probabilidade de sucesso, não apenas na elegibilidade da candidatura mas também na conversão do incentivo potencial atribuído em contrato em efetivo recebimento do financiamento de projeto, através de monitorização e controlo de todas as condições e obrigações aplicáveis.

As equipas da EY têm estado envolvidas em múltiplos projetos de apoio à internacionalização de empresas portuguesas ou em projetos de investimento estrangeiro em Portugal. A forma de atuação, mediante cada um dos casos difere? Em que aspetos?

Regra geral, a forma de atuação difere na medida em que as empresas se encontram em diferentes estádios do processo de internacionalização. Na maior parte dos casos, os projetos de internacionalização das PME portuguesas consubstanciam-se na exportação exploratória ou mais regular a partir do nosso país e visam a sua promoção em mercados externos. Os projetos de investimento estrangeiro em Portugal compreendem o estabelecimento de estruturas comerciais ou produtivas no nosso país. Neste sentido, os tipos de projetos são radicalmente diferentes e exigem um enquadramento e a seleção de mecanismos diferentes de financiamento do projeto em sede de incentivos.

Existe algum ou alguns clientes de referência da marca ou dado o leque alargado de empresas nacionais e estrangeiras, isso não acontece?

Na sua atuação ao nível dos incentivos, a EY colabora com várias empresas de base nacional ou internacional, não existindo uma concentração significativa em um ou alguns clientes de referência.

Quais são, neste domínio, as principais prioridades desafios da marca de futuro?

O investimento na comunicação da marca tem vindo a dar excelentes resultados, com a EY a conseguir um aumento médio anual da sua faturação em todas as linhas de serviço, desde 2009, acima dos dois dígitos. O crescimento é também visível no número de colaboradores que, no mesmo período, aumentou cerca de quatro vezes, estimando-se que possa chegar aos mil até final do presente ano. Acreditamos que este crescimento só poderá ser mantido se continuarmos a trabalhar com as atuais PME que serão as grandes empresas no futuro, mantendo a identidade própria, alicerçada na competência, na independência e integridade das nossas equipas, valores que são cada vez mais reconhecidos no mercado.