Com a correção dos desvios médios da temperatura e do número de dias úteis do mês, o consumo em abril aumentou 3,9%, acima dos 2,2% do mês anterior.

Depois de dois meses em queda, os aumentos registados em março e abril elevam o consumo acumulado em 2016 aos 17.000 gigawatt-hora (GWh), um crescimento de 1% face ao período homólogo de 2015 (1,5% com o efeito da temperatura e dias úteis).

Durante o mês de abril, as condições meteorológicas foram favoráveis à produção renovável, sobretudo à hídrica com a produção nas barragens quase a triplicar em relação ao mesmo mês de 2015, permitindo abastecer 81% do consumo nacional e manter um saldo exportador elevado.

Segundo dados da gestora da rede elétrica, no final de abril, o índice de produtibilidade hidroelétrica anual situava-se em 1,60, igualando o valor mais elevado deste índice dos últimos 40 anos, que foi registado em 2014.

Até abril, a produção renovável abasteceu 74% do consumo, repartida pela hidráulica com 43%, eólica 26%, a biomassa 04% e fotovoltaica 01%.

A produção não renovável abasteceu 26%, repartida por carvão com 14% e o gás natural com 11%.

O saldo exportador até abril é equivalente a 18% do consumo nacional no mesmo período.

No mercado de gás natural, em abril, registou-se uma evolução homóloga negativa de 8,5%, devido à quebra no segmento de produção de eletricidade em regime ordinário que registou uma contração homóloga de 61%.

Nos primeiros quatro meses de 2016, o consumo total de gás natural regista uma quebra homóloga de 5%.