O mercado petrolífero convive há longos meses com um excesso de oferta, que levou os preços para mínimos de 13 anos, mas esse desequilíbrio teve uma “inversão súbita” e já existe mais procura do que oferta, calcula o influente banco de investimento norte-americano Goldman Sachs. Os preços do petróleo já estão a subir de forma acentuada esta manhã de segunda-feira, em reação ao relatório publicado pelo Goldman Sachs, e estão a negociar nos níveis mais elevados desde novembro.

O barril de petróleo do Mar do Norte, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, aproximou-se dos 49 dólares esta segunda-feira. Segundo a Bloomberg, a cotação está a subir 1,7% para 48,65 dólares — depois de ter chegado, esta manhã, a ser negociado a 48,90 dólares por barril (um máximo de seis meses).

O Goldman Sachs já previa que, eventualmente, os preços baixos contribuíssem para reduzir a produção e, por outro lado, que a procura crescesse. Mas o banco de investimento estima que o mercado tenha passado para défice já neste mês de maio. A confirmar-se, isso aconteceu um trimestre antes do que o Goldman Sachs antecipava, afirmam os analistas Damien Courvalin e Jeffrey Currie.

O reequilíbrio físico no mercado petrolífero começou, finalmente”, afirmam os especialistas do Goldman Sachs.
Os analistas decidiram, assim, rever em alta a estimativa de preço do petróleo nos EUA para 50 dólares por barril, na segunda metade de 2016, quando em março apontava para um valor de 45 dólares por barril. Os incêndios no Canadá e as perturbações na produção causadas por milícias na Nigéria deverão fazer com que o mercado continue em défice até ao final do ano, diz o Goldman, o que será um fator impulsionador dos preços.