Início Crime Assaltante de bancos detido. E afinal não era solitário

Assaltante de bancos detido. E afinal não era solitário

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Assaltante de bancos detido. E afinal não era solitário

Quando percebeu que o homem que andava a assaltar vários bancos na zona centro do país era o mesmo, a Polícia Judiciária emitiu um discreto alerta à PSP, à GNR e aos seguranças de vários bancos. Deviam estar atentos a um homem que atuava sozinho, disfarçava-se de peruca e de óculos de sol e já tinha feito mais de uma dezena de roubos com ameaça de uma arma. O suspeito acabou por ser identificado quando se preparava para consumar o seu 14.º assalto a uma dependência bancária de Rio Maior. E, afinal, tinha um cúmplice.

Segundo o comunicado da Polícia Judiciária (PJ), desde dezembro os dois suspeitos terão feito um total de 13 roubos a bancos. Em todos eles, um ficaria no exterior. O outro entrava disfarçado de peruca, óculos de sol e arma em punho. Só saía com o dinheiro roubado nas mãos. A dupla chegou a fazer dois assaltos num só dia.

Há duas semanas a Polícia Judiciária decidiu pedir uma ajuda discreta a outras polícias e aos próprios funcionários responsáveis pela segurança dos bancos. Forneceu-lhes imagens dos outros roubos, praticados em Pombal, Buarcos, Murtede, Cantanhede, Torres Vedras, Valadares, Golegã, Leiria, Vila Nova da Barquinha e A-dos-Francos e mostrou como podia ser o assaltante. Que pensaram ser um solitário.

Com base em informação recolhida e atendendo às movimentações de um entual suspeito, a Polícia Judiciária difundiu e partilhou alguns dados com outros órgãos de polícia criminal e funcionários de segurança das instituições bancárias assaltadas, criando assim, durante as duas últimas semanas, um discreto dispositivo de vigilância, na região de Leiria”, avança a PJ.
Na última quarta-feira, dia 18 de maio, a GNR de Rio Maior foi alertada pelos funcionários de um banco daquela zona. Havia um homem perto do banco que podia ser “Solitário” que procuravam. Quando os militares chegaram, o suspeito ainda se encontrava no exterior. Acabou por ser interpelado e detido por estar na posse de uma arma de fogo e com um carro com matrículas falsas. Não chegou a consumar o 14.º assalto.

A investigação da PJ concluiu que o suspeito usava uma identidade falsa. E que já tinha sido condenado a pena de prisão e a expulsão do país. O que não cumpriu. Mais. Ao contrário do que se pensava ele não atuava sozinho. Tinha um cúmplice, já referenciado pelas autoridades.

Nas diligências de prova realizadas foi encontrada e apreendida uma réplica de arma de fogo, uma quantidade significativa de dinheiro em notas do BCE, alguns disfarces usados na prática dos roubos, nomeadamente barbas e cabeleiras postiças, bem como diversa documentação relacionada com os crimes praticados”, avança o comunicado da PJ.
Os dois suspeitos, de 34 e 35 anos, foram presentes ao juiz e ficaram em prisão preventiva.