Constituída no início de 2013, a Dixtior tem como missão desenvolver e implementar conceitos universais e soluções de software focadas no cliente. Acrescentam valor às empresas através de um reforço com profissionais qualificados com a noção clara de que cada cliente é único.

Enquanto empresa de consultoria, a Dixtior contribui para uma concretização dos objetivos dos seus clientes, acompanhando as empresas e capacitando-as de uma gestão empresarial moderna e eficaz, com vista às necessidades e requisitos do mercado.

A DIFERENCIAÇÃO NO MERCADO

É exatamente o acompanhamento excelso que na opinião de Rui Vicente distingue a Dixtior no mercado, que é tão exigente e competitivo. “O mercado é conservador e isso é um grande desafio para a nós. Em Portugal quem nos conhece aprecia o nosso trabalho, mas os clientes têm a grande tendência de preferir os players com algum renome. No estrangeiro somos muito bem recebidos e reconhecem melhor o nosso valor”, constata o administrador.

“Somos especialistas na área em que trabalhamos e oferecemos aos nossos clientes um acompanhamento que é diferente do que acontece no mercado, que continua após o término do contrato. A confiança é essencial e é aí que nos diferenciamos verdadeiramente”, revela Rui Vicente.

Empresa de referência nos mercados nacional e PALOP, através da prestação de serviços profissionais de excelência, a Dixtior é especialista em Consultoria (consultoria de gestão, reengenharia de processos, gestão de risco e analytical CRM); Outsourcing (desenvolvimento aplicacional, suporte aplicacional, segurança e qualidade e serviços especializados) e Soluções à Medida (contabilidade, análise de risco, portais e análise de dados).

Como maiores desafios, o administrador considera que, em Portugal o mais difícil tem sido afirmar a empresa no mercado, no entanto, é um caminho que têm conseguido traçar.

Na área da Consultoria, a empresa desenvolveu uma solução de prevenção e combate de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo. Com essa solução angariaram a Caixa Geral de Depósitos e essa foi a maior conquista da empresa segundo o nosso entrevistado: “tratamos de todas as operações fora da europa, estamos com a CGD em tudo o que é palco”, conclui.

PORTUGAL E AS SUAS EMPRESAS

A Dixtior posiciona-se no mercado português com respostas adequadas ao país. Na análise de Rui Vicente, as empresas precisam de apostar numa nova dinâmica de trabalho e, principalmente, de gestão. Dinâmica essa que prevê uma maior valorização do capital humano e algumas mudanças de mentalidade.

“A internacionalização é algo que deve constar dos projetos das empresas, no entanto, de forma cautelosa. Quem fica a olhar apenas para o local morre. A internacionalização deve ser seriamente considerada, no entanto, convém haver muita ponderação”, refere o administrador.

O segredo está em conhecer o local e familiarizar-se com o mesmo, ouvindo, interagindo e estando no lugar. São estes pontos que o nosso interlocutor aponta como essenciais a quem quer apostar na internacionalização.

PRINCIPAIS DESAFIOS NO PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

Rui Vicente ressalva como principais desafios à internacionalização a adaptação ao lugar onde as empresas se pretendem estabelecer. O administrador refere que para uma relação de confiança é necessário haver uma aculturação da empresa no lugar. Algo que se consegue de forma paciente, uma vez que a cultura, nomeadamente em África é muito distinta da de Portugal, e depois o capital humano, que é a mais-valia das empresas, principalmente no terreno.

“Ter as pessoas certas, motivadas e com um sentido de responsabilidade para com a empresa é fundamental para que o processo flua de forma natural e sustentável. As empresas portuguesas precisam de começar a valorizar o capital humano. Posto isto, basta que as empresas portuguesas sejam mais rigorosas e assertivas na tomada de decisões. O problema não está na qualidade dos colaboradores mas na gestão que não sabe aproveitar os seus recursos”, afirma o nosso interlocutor.

Enquanto administrador de uma empresa consultora, Rui Vicente não deixa dúvidas na hora de aconselhar as empresas nacionais: “o lucro não pode ser o único objetivo das empresas, há que motivar os recursos humanos. No mercado em que estamos inseridos isto é claro. As empresas têm qualidade, mas definem as estratégias um pouco «no ar». 

OS PALOP E TODO O SEU POTENCIAL

A Dixtior está presente em Timor, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. O valor e as vantagens que os PALOP representam para as empresas portuguesas vão muito além da questão da língua em comum. Cada país tem o seu potencial assim como a sua cultura. Porém as oportunidades não são sempre aproveitadas da melhor forma segundo o nosso entrevistado. Este facto deve-se exatamente à disparidade em termos culturais que não são tidos em conta no processo de negociação, o que acaba por criar alguns entraves que originam dificuldades acrescidas. “Moçambique não tem a riqueza de Angola em recursos naturais além de ter uma instabilidade política. Estes dois fatores causam receio por parte das empresas, no entanto, o seu potencial é imenso, com uma economia melhor estruturada e diversificada que não depende de um só setor, como no caso de Angola. Cabo Verde e São Tomé e Príncipe não têm o mesmo potencial de crescimento de Angola ou de Moçambique, têm sim uma forte componente turística”, explica Rui Vicente.

DIXTIOR NO FUTURO

Em 2013, três pessoas formavam o corpo da Dixtior, sendo que hoje já 32 elementos fazem parte da empresa. Para Rui Vicente, o crescimento tem sido contínuo e sustentado, o trabalho é árduo mas compensatório.

O relacionamento com os clientes trabalhado a longo prazo e assente na cooperação e respeito, mantendo altos os padrões de profissionalismo e o apoio a causas sociais que se destinam ao bem-estar da população em geral fazem da Dixtior uma empresa sólida e credível que tem crescido no sentido de atingir uma qualidade máxima para cada vez mais se afirmar no mercado. Com objetivos claros de expansão, a Dixtior enfrenta o desafio de estabelecer projetos em Magreb e no Leste da Europa. “Continuamos a olhar para África com interesse, mas olhamos também para o Leste da Europa”, constata Rui Vicente.

A empresa pretende ainda chegar ao final de 2016 com uma faturação que rondará os dois milhões de euros.