DOCWORLD, O SUCESSO CONQUISTADO

Em 2008, José Luís Rebelo e Pedro Amaral, ambos desempregados, arriscaram e venceram. A vitória tem o nome de Docworld, uma empresa cujo crescimento tem sido gradual e sustentado. Mais do que uma empresa, a Docworld tem na sua génese a filosofia de empregar pessoas desempregadas. A ética, o rigor e a honestidade fazem parte do ADN da empresa. Conheça nas palavras de José Luís Rebelo, Diretor Comercial, os passos da Docworld.

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Situada em Matosinhos, é uma empresa de produtos consumíveis hospitalares, descartáveis cirúrgicos, vestuário não estéril e instrumentos cirúrgicos/tratamento de feridas. Hoje contam com 14 funcionários e instalações com cerca de 2.500m2. A primeira contratação aconteceu em 2010. Uma comercial, desempregada, com experiência no setor. Começou como comercial, atingindo o título de melhor vendedora da Docworld, e hoje é chefe de vendas. A questão da progressão de carreira é vista pela direção como essencial à motivação dos seus colaboradores e por isso quando agora abrem novas funções/oportunidades na empresa, os primeiros a ser equacionados para estas novas funções são os atuais colaboradores. Em fevereiro de 2008 acontecia a assinatura do primeiro contrato de representação exclusiva, realizado na República Checa. Hoje são várias as representações exclusivas para o mercado Ibérico, principalmente oriundas da Europa.

Em agosto, chegava a Portugal o primeiro camião de artigos para venda pela Docworld. “Cada camião de material custava, em média, 25 a 27 mil euros. Tínhamos de o pagar 30 dias antes da remessa. Recebíamos os produtos e íamos vendê-los aos hospitais, que nos pagavam num prazo que ia dos 30 aos 90 dias”, explica José Luís Rebelo. Os produtos começaram a ser vendidos, numa primeira fase, a clínicas e hospitais privados. Depois de ganhos alguns concursos em grupos hospitalares privados, seguiram-se os concursos dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e, atualmente abastecem Portugal de norte a sul e Ilhas. Em 2009 a faturação atingia já os 225 mil euros, em 2010 chegaram aos 365 mil euros e em 2011 os 814 mil euros, e assim continuou até hoje… a subir (já ultrapassaram os 5 milhões de Euros de faturação anual).  “Em 2009, no período em que a crise se instaurou, contrariamente ao ciclo, os bancos abriram-nos as portas. “Um dos nossos maiores desafios é conseguir gerir os tempos de pagamentos a fornecedores e recebimentos de clientes”, revela o nosso entrevistado. A partir daí, todas as contratações, designadamente para a área administrativa e de armazém, foram de pessoas que se encontravam à procura de emprego. Atualmente, a Docworld assume-se como uma empresa de ex-desempregados, e assim querem continuar, a dar a oportunidade a quem precisa dela.

 A CONFIANÇA DE DENTRO PARA FORA

O sucesso explica-se, segundo o nosso interlocutor, com a honestidade e palavra. O rigor nos negócios e o cumprimento de prazos foram determinantes para atingirem um grau excelso de credibilidade. “Fomos provando aos nossos parceiros que estávamos aqui com boas intenções, de forma séria, com o objetivo de criar postos de trabalho, de crescer e de querermos ser uma referência alternativa no mercado. O nosso trabalho foi premiado pelos nossos clientes. Hoje temos um capital social de 200 mil euros, uma autonomia financeira a crescer, pagamos religiosamente as nossas responsabilidades,” explica José Luís Rebelo assim o sucesso da empresa. O setor apesar de complicado é visto pelo empresário como rigoroso e muito competitivo. Cumprir o acordado é a base para haver confiança entre todas as partes.

INTERNACIONALIZAÇÃO E CRESCIMENTO

A empresa foi criada em 2008 mas a internacionalização não tardou a acontecer. Para além de abastecer Portugal, a empresa criou a Docworld Espanha, em Santiago de Compostela, apenas com um delegado e que já fatura 20 mil euros por mês. Para José Luís Rebelo o mercado espanhol “é um mercado cinco/seis vezes superior ao nosso e com caraterísticas muito próprias”.

“Estamos a repensar a nossa estratégia no país vizinho. Já temos algo, mas queremos mais”. revela ainda que na mira da empresa, além de Espanha, estão os mercados da América do Sul.

a criação de produtos com a marca Docworld e a expansão da mesma fazem parte das prioridades da empresa. “O nosso primeiro produto foram as luvas de nitrilo, o que faz com que a Docworld ande nas mãos de toda a gente”, graceja o diretor.