A Revista Pontos de Vista foi perceber que novos padrões existem e de que forma podem ser implementados nas unidades de serviços de saúde.

A resposta a esta pergunta estendeu-se ao longo de quatro painéis, onde se deu a conhecer e discutir a importância de ampliar o acesso aos sistemas de informação de apoio à Gestão da Manutenção, da importância destas iniciativas, nomeadamente a troca de experiências, com apresentações concretas de processos implementados com sucesso, que em conjunto permitem ampliar o poder de decisão, assegurando uma maior fiabilidade na seleção e análise do que é relevante, tornando as escolhas mais assertivas.

O painel introdutório abordou a implementação de um sistema de gestão da manutenção, com Vasco Ribeiro (Coordenador Técnico do Serviço Instalações e Equipamentos do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa) enquanto moderador e como oradores, João Rito (Glintt), que se debruçou sobre o caso de estudo no CHTS e Elisabete Coelho (Entidade Reguladora da Saúde), que explicou a adequação do sistema e conforto nas instalações hospitalares. Esclareceu ainda que por vezes o dinheiro não pode ser considerado à partida como um obstáculo e deixou o alerta para a necessidade de auditorias periódicas como necessárias para a resolução de questões como a inexistência de serviços ou de avaliação de riscos.

O segundo painel foi dedicado às sinergias multidisciplinares e como se dá a passagem da teoria à prática. Contou como moderador com António Amorim (Associação Nacional de Controlo de Infecção / Unidade Local de Saúde do Alto Minho) e enquanto interlocutores Alexandrina Lino (Grupo Coordenador Local – Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos, CHTS), Luciana Guimarães (Coordenadora do Serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e Gabinete de Gestão do Risco Hospitalar) e Francisco Brito (Diretor da Unidade de Prestação de Segurança e Controlo Técnico SUCH/Presidente da Associação Técnicos de Engenharia Hospitalar Portugueses – ATEHP). Os temas deste painel foram relacionados com a prevenção da infeção e de como esta tem de ser uma responsabilidade partilhada, a gestão do risco hospitalar e o contributo do SIE nesse sentido, a qualidade do ambiente e da água e a higienização desde a construção das instalações até aos profissionais. A qualidade como fator importante nos serviços de saúde, com segurança e higiene, em que o propósito é minimizar os riscos até estes atingirem um nível aceitável.

O terceiro painel foi dedicado à fiabilidade da manutenção nos equipamentos de electromedicina. Pedro Martins (SIE – CHTS) foi o moderador e José Manuel Medina (Diretor dos Laboratórios do ISQ), Maria do Céu Guerra (Departamento de Metrologia, Instituto Português Qualidade) foram dois dos interlocutores do painel que abordou a adequabilidade e a importância da metrologia como garantia da fiabilidade dos equipamentos médicos, assim como as boas práticas de manutenção, em que o trabalho do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa foi dado a conhecer nas vozes dos técnicos de electromedicina, Núria Moreira e Bruno Ferreira.

O quarto e último painel foi dedicado à eficiência energética, a sua aplicação, desenvolvimento e oportunidades na saúde. A moderação ficou ao encargo de Henrique Vilela (ARS – Norte) e a interlocução foi de Carlos Branco (SUCH) E Bruno Pimenta (POSEUR).

O congresso terminou, no final do dia, com os participantes cientes que os caminhos para uma melhoria das condições das unidades de saúde passa por uma melhor comunicação entres os demais e que a informação e o conhecimento, quanto mais se compartilham mais se multiplicam, propiciando a criação de uma inteligência coletiva universal.