Milhares e milhares de refugiados que chegam à Europa fazem-no através de perigosas viagens marítimas e muitos acabam por morrer, pois os barcos de borracha estão sobrelotados e afundam.

Mas aqueles que não têm dinheiro para pagar uma viagem até ao Velho Continente não têm uma sorte melhor. Nuredein Wehabrebi, traficante de pessoas que trazia migrantes para território europeu e que agora está preso, revelou à polícia italiana que muitos dos que não viajam por falta de dinheiro acabam por ser assassinados.

O objetivo, segundo o jornal Independent, é o de vender os corpos para que os órgãos sejam extraídos.

“Eles são vendidos por 15 mil euros a grupos, particularmente egípcios, que se dedicam à extração de órgãos”, terá dito o homem que foi condenado a uma pena de prisão de cinco anos.

A polícia de Palermo revelou, em comunicado, que um homem natural da Eritreia, detido desde 2014, colaborou com as autoridades, revelando a forma como atuam as redes de tráfico de pessoas entre o norte de África e Itália.