“Reafirmamos o nosso compromisso na união das nossas forças para combater a peste do terrorismo”, de acordo com a declaração comum, elaborada por ocasião da 11.ª cimeira Europa-Ásia (Asem), à qual estão associadas a UE e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Esta reunião, que começou algumas horas depois do atentado que causou 84 mortos e uma centena de feridos em Nice, ficou dominada pela questão da luta antiterrorista.

“Na sequência dos recentes atentados terroristas na Europa e na Ásia (…) condenamos firmemente os ataques terroristas odiosos e cobardes, que matam inocentes”, acrescenta o comunicado.

“Reafirmamos o nosso compromisso na união das nossas forças para combater a peste do terrorismo e a necessidade de levar os responsáveis à justiça, como estabelecido na Carta das Nações Unidas e outras obrigações do direito internacional”, conclui o documento.

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, que se encontra em Ulan Bator, pediu aos restantes diplomatas para intensificarem a cooperação antiterrorista, através da luta militar contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), “mas também impedindo o financiamento do terrorismo e a radicalização”.

Da Indonésia e do Bangladesh até à Bélgica, nenhuma região foi poupada, afirmou.

Além dos chefes de Estado e de Governo dos 51 países representados na Mongólia, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Conselho Europeu, Donald Tusk, associaram-se ao comunicado comum.

Os serviços de segurança franceses identificaram o motorista do camião, que lançou o veículo contra a multidão na avenida marginal de Nice, como um cidadão franco-tunisino de 31 anos, residente na cidade.

As autoridades francesas consideram estar perante um atentado terrorista e o Presidente de França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada.