A Vodafone alcançou no trimestre de abril a junho uma receita de 221 milhões de euros em Portugal, um valor semelhante ao dos três meses anteriores, o que eleva a faturação da operadora de telecomunicações no mercado nacional para mais de 440 milhões de euros no conjunto do primeiro semestre.

Em idêntico período de 2015 (de janeiro a junho) a Vodafone tinha registado em Portugal uma receita de 433 milhões de euros. Considerando apenas o segundo trimestre do ano (que corresponde ao primeiro trimestre do ano fiscal da Vodafone), a operadora registou no mercado português um crescimento da receita de 0,2%.

Na apresentação dos seus dados operacionais para o trimestre de abril a junho a Vodafone reportou ao mercado uma queda de 4,5% nas suas receitas totais, que somaram 13,37 mil milhões de euros.

Em termos orgânicos a Vodafone teve algum crescimento na Europa. “Na Europa o nosso crescimento permanece estável, apesar da pressão regulatória sobre as receitas de roaming, com um bom desempenho na Alemanha, Espanha e Itália, ao mesmo tempo que estamos focados em melhorar os resultados no Reino Unido”, comentou o presidente executivo da Vodafone, Vittorio Colao.

Quanto a Portugal, a Vodafone registava no final de junho 4,78 milhões de clientes móveis, ligeiramente abaixo dos 4,85 milhões de clientes móveis que tinha em março. Um recuo motivado pela descida do número de clientes pré-pagos, já que a variação nos clientes com serviços pós-pagos até foi positiva.

No negócio de banda larga fixa a Vodafone registou em Portugal um aumento do número de clientes, de 442 mil em março para 466 mil em junho.

Do primeiro para o segundo trimestre do ano a empresa teve ainda em Portugal um crescimento no número de minutos de chamadas dos seus clientes, mas uma descida na quantidade de mensagens curtas (SMS). Houve ainda um crescimento relevante no volume de dados usados pelos clientes da Vodafone entre o primeiro e o segundo trimestre.

De acordo com as informações publicadas esta sexta-feira, a receita média por cliente da Vodafone em Portugal recuou ligeiramente do primeiro para o segundo trimestre, passando de 11,9 para 11,7 euros por mês.