Estado Islâmico reivindica atentado que matou 61 em Cabul

O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o atentado suicida corrido hoje em Cabul e que provocou, pelo menos, 61 mortos e 207 feridos, segundo a agência Reuters.

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O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o atentado corrido hoje em Cabul e que provocou, pelo menos, 61 mortos e 207 feridos, segundo a agência Reuters.

O atentado ocorreu numa manifestação da minoria hazara xiita em Cabul e as mortes são muitas mais do que se calculou logo após o incidente.

“Dois combatentes do Estado Islâmico fizeram rebentar os cintos explosivos que tinham durante uma manifestação xiita no bairro Dehmazang, em Cabul, no Afeganistão”, anunciou a Amaq.

Inicialmente, o número de mortos provocados pelo ataque suicida, em Cabul, numa manifestação pacífica, foi estimado em 31, tinha dito o porta-voz do Ministério da Saúde do Afeganistão, Ismail Kawsi.

Um jornalista que está no local, citado pela BBC, diz que há sangue e pedaços de cadáveres por todo o lado. A explosão foi muito forte.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, diz-se “profundamente triste” com a explosão durante uma manifestação pacífica. “Os protestos pacíficos são um direito de todos os cidadãos, mas os terroristas oportunistas infiltraram-se nas multidões e concretizaram o ataque, matando e ferindo vários cidadãos, incluindo forças de segurança”.

“Morte à discriminação” era o lema desta manifestação, que protestavam porque uma linha elétrica que vai do Turquemenistão até Kabul não passa nas províncias de Bamyan e Wardak.