De acordo com dados dos relatórios mensais do Ministério das Finanças referentes à arrecadação de receitas diamantíferas, compilados hoje pela agência Lusa, estas vendas ascenderam globalmente a 760.939 quilates e a 80,5 milhões de dólares (72 milhões de euros).

Entre imposto industrial e ‘royalties’ pagos pelas empresas diamantíferas, a atividade rendeu em receitas fiscais 934.122.155 de kwanzas (cinco milhões de euros), uma subida homóloga, mas descendo mais de 11% face a maio.

Desde o início do ano, os diamantes já renderam em receitas fiscais mais de 8.505 milhões de kwanzas (46 milhões de euros) para o Estado angolano.

Depois do petróleo, os diamantes são o principal produto de exportação de Angola, tendo cada quilate vendido pelo país atingido em média os 105,79 dólares, em junho, longe dos máximos do ano, em fevereiro, com 158,52 dólares.

O presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), Carlos Sumbula, disse em janeiro passado que os países produtores diamantíferos pretendem reduzir a quantidade de pedras preciosas no mercado para travar a quebra nos preços.

Entre outros projetos, a Endiama já anunciou que a primeira fase de produção da nova mina de diamantes do Luaxe, no interior norte de Angola, “o maior kimberlito” descoberto no país e que poderá duplicar a produção nacional, arranca “nos primeiros meses de 2018”.

Juntamente com os restantes parceiros do contrato de investimento mineiro do Luaxe, a Endiama e os russos da Alrosa preveem investir mil milhões de dólares (900 milhões de euros) naquela concessão, que poderá garantir uma produção anual de cerca de dez milhões de quilates.

A mina de Luaxe deverá representar reservas à volta de 350 milhões de quilates e conta com uma previsão de exploração de mais de 30 anos.