O acordo foi celebrado entre Fang Fenghui, membro da Comissão Militar Central – órgão chefiado pelo Presidente chinês, Xi Jinping – e representantes dos referidos países, em Urumqi, capital da região autónoma de Xinjiang.

Com uma área quase 18 vezes maior que Portugal e com cerca de 23 milhões de habitantes, Xinjiang é uma das regiões da China mais vulneráveis ao separatismo.

Nos últimos anos, conflitos entre os Han, a principal etnia da China, e os uigures, maior etnia do Xinjiang, de religião muçulmana e cultura turcófona, causaram centenas de mortos naquela região.

Pequim atribui a violência ao Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, uma organização que reclama a independência do Xinjiang.

Segundo a agência oficial Xinhua, os quatro países admitiram que o extremismo constitui uma “séria ameaça” à estabilidade regional.

As partes concordaram estabelecer um “mecanismo conjunto”, para partilhar informações entre os serviços de inteligência e formar equipas de segurança, detalhou a agência.

Entre os representantes constou o diretor de pessoal do exército do Afeganistão, o general Qadam Shah Shaheem, o chefe do exército do Paquistão, o general Raheel Sharif, e o diretor de pessoal das Forças Armadas do Tajiquistão, o general E.A.Cobidroza.

O acordo é anunciado na mesma semana em que Pequim aumentou as competências do Xinjiang na adoção de uma controversa lei Antiterrorista, aprovada este ano, com medidas que incluem a colocação em solitária de “radicais” detidos.

Comunidades uigures no exílio atribuem os episódios de violência na região, e em outras zonas da China, à repressão que afirmam sofrer por parte de Pequim.