Para contextualizar o nosso leitor, o que podemos encontrar nas localidades da Freguesia da Castanheira, “umas das aldeias mais bonitas e simpática” do distrito da Guarda?
A Castanheira é realmente uma das mais bonitas. Poderia falar da Igreja Matriz, das nossas piscinas, do Porto Mourisco, do Parque de Merendas, de Rabaça, que tem ponte romana sobre a Ribeira das Cabras, porém, não são só os monumentos que fazem da terra aquilo que ela é. Castanheira prima pelas pessoas, que são hospitaleiras, pela comida, pela paisagem… Castanheira é um lugar que representa idealmente o seu distrito, a bela Guarda.

É sabido que o poder local assume cada vez mais uma importância significativa no dia-a-dia da população e nas tomadas de decisões que contribuem para a melhoria da sua qualidade de vida. De que forma tem sido promovida esta proximidade entre a autarquia e os seus habitantes?
As pessoas estão em primeiro lugar no dia-a-dia do trabalho autárquico. Tentámos corresponder às necessidades que surgem. Aqui as necessidades são simples e por isso a maior aposta é nos serviços básicos, que estão disponíveis todos os dias úteis da semana, de forma a facilitar a vida das pessoas.

A verdade é que ainda se verifica uma forte discrepância entre o litoral e o interior no que diz respeito a programas de incentivos e apoios para o desenvolvimento local. Enquanto presidente de uma junta de freguesia do interior, que desafios enfrenta diariamente?
A falta de indústria, de falta de transportes públicos, e até mesmo de população mais jovem são os primeiros indícios de que estamos no interior de Portugal. Os mais novos procuram nas grandes cidades o que não encontram no lugar onde nasceram. E é exatamente esta questão que tem de ser combatida. O rural não pode ser encarado como algo negativo de onde é melhor fugir. O pensamento tem de ser o contrário: este tipo de lugares e em especial, a Castanheira, são lugares fantásticos. Dotados de tranquilidade e de familiaridade que se estende para fora de casa, da boa comida, a verdadeiramente saudável e com sabor, onde o tempo parece passar mais devagar… onde o stress não é conhecido, onde o vizinho é alguém da nossa família.

De forma a promover o tecido empresarial da região, que trabalho tem sido levado a cabo pela junta de freguesia?
A pensar trazer a casa quem daqui saiu, a autarquia disponibiliza terrenos a um custo apelativo para que a indústria entre em Castanheira. Este é o principal problema dos meios rurais portugueses, o da falta de dinâmica e de investimento, talvez pelo desconhecimento de todo o potencial, continuaremos a condenar e a contrariar esta tendência. Acreditamos que têm de ser criados mecanismos que possam ser utilizados da forma mais imediata e adequadas à realidade de cada lugar.

A par da Serra da Estrela, a serra mais alta do país, também Guarda é a cidade mais alta de Portugal. Todo o distrito apresenta-nos uma diversidade ímpar de factos históricos e uma cultura riquíssima. A aposta no turismo tem sido um dos objetivos da autarquia?
Para já temos a paisagem como maior destino turístico. O turismo rural seria uma ótima ideia a implementar na aldeia, e estaríamos, enquanto instituição responsável pelo lugar, a prestar todo o apoio necessário no alcance desse objetivo.

Olhando para trás e para todo o trabalho que tem sido feito em prol do desenvolvimento da Freguesia de Castanheira o que falta ainda fazer? Quais são as prioridades de futuro?
Por aqui há muito a fazer. Só precisamos que haja vontade para tal. A Junta de Freguesia apoia todos os que contribuem connosco pela ascensão de Castanheira. Neste momento e a nível cultural, de modo a dinamizar a cultura, estamos a trabalhar para a construção de um pavilhão multiusos. Com esta estrutura pretendemos receber eventos como feiras de artesanato, feiras fronteiriças, feiras de enchidos… em resumo, tudo que caracterize a nossa região e as nossas gentes.